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Resultado do Cruzeiro DT!


Se você acabou de chegar por aqui e não entendeu este post, leia o artigo abaixo e você entenderá direitinho

Iemanjá gospel, Crente Pirata ou apenas outra bizarrice neopentecostal?

Depois de engatinhar na fé  e se afogar na Lagoinha, a pastora das botas de couro de Pyton fará um novo ato profético-humoristico. Ana Paula Valadão realizará um Cruzeiro, com direito a muita mandinga gospel nas praias do litoral Brasileiro. Em lugar do Exu Boiadeiro, a moça pretende reunir alguns irmãozinhos abastados em um navio, e assim amarrar o Poseydon Tupiniquim, usando uma forte dose de boacumba "evangé-wicca".

Segundo relato em seu  blog , a moça à princípio se sentiu incômoda em realizar um evento que só abarca os ricos, marginalizando os demais, mas uma experiência mística a fez mudar de opinião. Em um momento de oração, o Senhor lhe teria dito: “Seus bobinhos! Seus bobinhos! Unjam os mares! As praias são minhas! As praias são minhas!”. Neste momento, Deus lhe teria dado uma nova missão: Ungir as praias brasileiras!

"Naquela atmosfera de glória, da forte Presença do Senhor, mais um passo me foi revelado. Eu nos vi ungindo os mares do Brasil e descendo em todas as praias possíveis, por todo o litoral brasileiro, adorando ao Senhor", diz Ana, ansiosa para derramar óleo de soja nas praias da ilha de Vera Cruz. Sem dúvida será uma experiência edificante participar deste cruzeiro, recheado de atos proféticos e muita galhofa neopentecostal. O preço da brincadeira? Balela! Nada paga a satisfação de fazer a "obra de Deus" ao lado do seu ídolo preferido, untando as águas já poluídas do litoral do nosso país.

Para justificar seu descalabro, a pastora usa as Escrituras: "A Bíblia até mesmo nos instrui a ungir os doentes para que sejam curados. Com esse entendimento, ungiremos os mares e as praias do Brasil". Karaca! A bíblia diz que devemos ungir os doentes... logo, nós ungiremos os mares??? Pelo visto nao é só a teologia da Lagoinha que anda fraca, mas a capacidade de raciocínio lógico anda bem capenga.

"Compartilhando isso, sei que me exponho a críticas e a um mal entendimento do que move o meu coração", diz Ana, consciente de que esta empreitada redundará em censura do seu ministério. No entanto, ela não pensa em desistir, pois dito cruzeiro constitui um passo deveras importante: Ele contribuirá parta a "redençao do país".

Essa Ana é mesmo uma Fanfarrona!

“Alguns choravam”, diz pastor que negociou rendição de traficantes no Complexo do Alemão

Na véspera da invasão da polícia ao Complexo do Alemão, um grupo de cinco pessoas da ONG AfroReggae decidiu subir o conjunto de 14 favelas na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tentar convencer os traficantes a se entregarem. Liderados pelo diretor-executivo da organização, José Junior, eles argumentaram que a polícia venceria um possível confronto e que inocentes seriam as maiores vítimas. Ao lado de Junior estava um dos coordenadores da área social da entidade, Rogério Menezes, respeitado por traficantes, viciados e detentos do sistema penitenciário do Estado.

A seguir, leia mais sobre o que pensa o pastor.

iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?

Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava “pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?”. Eu respondia: “Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá”. Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: “Deus está nos mandando ir”.

iG: O que o senhor pensava naquele momento?

Rogério Menezes – Havia ali cerca de 1.500 pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir… Eu só pensava nisso.

iG: Como vocês chegaram até os traficantes?

Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.

iG: E como foi a conversa?

Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam “pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?” O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.

iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?

Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: “Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?” Respondi: “Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer.”

iG: E qual foi a reação?

Rogério Menezes – Eles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.

iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?

Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.

iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?

Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamar no canto e se abrir para mim e para o José Junior. Um deles chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque temia pela vida dele, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquela pessoa, ainda que a polícia entrasse.

iG: Era um dos chefes do tráfico?

Rogério Menezes – Positivo.

iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?

Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.

iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?

Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam “pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos”.

iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?

Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.

iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?

Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.

iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?

Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.

iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?

Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia “pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim”. Eu dizia, “rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade”.

iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?

Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: “quer se entregar comigo?”, perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível.

O Rio e o Velho Oeste

Apesar do título, a cidade do Rio de Janeiro nada tem a ver com o Velho Oeste americano. Não que não houvesse violência no Velho Oeste. Havia, mas não tanto quanto se vê no Rio em pleno século XXI.

A injustiça que abunda no Rio não abundava no Velho Oeste. Tal qual no Rio, todos os criminosos do Velho Oeste portavam armas para seus crimes. Mas, muito diferente do Rio, no Velho Oeste TODOS portavam armas, de modo que para atacar o inocente, o criminoso precisava ser bastante astuto para não acabar liquidado.

Os criminosos do Rio atacam suas vítimas na confiança de que o Estado tenha feito seu trabalho sujo de desarmar a população, garantindo assim total insegurança para as vítimas e total segurança para os assassinos.

No Rio moderno, o assassino escapa muitas vezes impune. Para o criminoso do Velho Oeste, o Rio seria um lugar verdadeiramente maravilhoso, pois a impunidade que reina no Rio não reinava no Velho Oeste. O assassino americano era rapidamente julgado e enforcado. Quando fugia, era perseguido pelo xerife e cidadãos prontos para garantir que o assassino pagasse com sua vida a vida que ele tirou. Quando o criminoso fugia para lugar desconhecido, sua cabeça era colocada a prêmio, que significava que qualquer pessoa que o achasse ou matasse receberia um prêmio em dinheiro.

A ética de defesa pessoal para o cidadão e pena capital para os assassinos era no Velho Oeste sustentada nos princípios da Bíblia. A ética protestante (ou evangélica) governava majoritariamente a sociedade americana no século XIX. Os inocentes tinham a Bíblia numa mão e o revólver na outra.

No Rio, embora o número de evangélicos e cristãos seja enorme, não existe ética que influencie as leis a dar aos cidadãos o direito de se defender nem tire do criminoso sua existência de atividades assassinas. No Brasil em geral e no Rio em particular, na mão os inocentes só podem ter a Bíblia, ficando nas mãos de todos os assassinos os revólveres, fuzis, metralhadoras, etc.

No Velho Oeste, os criminosos eram enfrentados a bala pelos próprios cidadãos, que tinham seus rifles prontos para fazer feroz resistência ao crime.

No Rio, os cidadãos se escondem das balas quando conseguem. Quando não conseguem, são atingidos, até mesmo por balas perdidas.

No Velho Oeste, bastava apenas um assassinato para o criminoso — fosse adulto ou adolescente — ganhar forca. Não havia ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nem defensores dos direitos dos bandidos.

No Rio, os criminosos disputam quem mata mais, e assassinos adolescentes nunca ganham cadeia, tendo garantidos seus direitos pelo ECA de matarem quantos cidadãos quiserem. Aos 18 anos, o ECA lhes garante soltura da instituição de reabilitação, com ficha totalmente limpa, como se eles nunca tivessem matado uma mosca em toda a vida. É de estranhar então que no Rio haja muitos defensores dos direitos dos bandidos, fartamente pagos com dinheiro de impostos?

No Velho Oeste, o bandido tinha de pensar duas vezes antes de atacar um inocente, para não acabar ele próprio com uma bala no meio da testa.

No Rio, o bandido não precisa pensar, pois só suas vítimas acabam com uma bala no meio da testa.

No Velho Oeste, a forca era o destino certo do assassino.

No Rio, a morte é o destino das vítimas dos assassinos, que podem optar por forca, torturas e quaisquer outros sadismos que desejem aplicar às vítimas.

Entre o Velho Oeste e o Rio, eu preferiria o Velho Oeste. Lá pelo menos eu poderia me defender.

E tenho certeza de que ninguém do Velho Oeste escolheria o Rio, uma cidade verdadeiramente maravilhosa para todos os tipos de crimes.

O americano do Velho Oeste no Rio perderia automaticamente sua arma e seu direito de se defender e defender sua família, ficando completamente exposto aos criminosos muito bem armados. Se num caso de agressão criminosa contra sua vida ele por “infelicidade” conseguisse tirar do criminoso sua arma e o executasse, ele seria automaticamente condenado pelos grupos de direitos humanos, sempre prontos a castigar qualquer ação dos cidadãos que conseguem despachar um criminoso.

Há também as redes de televisão, que denunciam qualquer atitude indelicada contra os criminosos, garantindo assim a segurança e os “direitos humanos” deles.

No Velho Oeste, havia igualdade. O bandido andava armado e atirava. Mas todos os cidadãos também andavam armados. Eram criminosos armados contra cidadãos armados.

No Rio, a desigualdade é total. Para imensa alegria dos bandidos, só eles andam armados. São criminosos fortemente armados contra uma população fortemente desarmada, onde o assassino se sente como raposa a solta no galinheiro. Esse galinheiro se chama Rio. Esse galinheiro também se chama Brasil.

Enquanto os assassinos do Rio torturam e matam inocentes, a vítima que consegue retribuir dez por cento ao criminoso é condenada como violadora de direitos humanos. O Rio assim virou um inferno.

Se o Velho Oeste fosse como o Rio, seria um inferno para os inocentes, e um lugar maravilhoso para os assassinos.

Contudo, o Velho Oeste não era como o Rio, de modo que os caubóis diriam: Ainda bem que não estamos no Rio!

Por amor à justiça e aos inocentes, eu diria: Que pena que o Rio não é como o Velho Oeste!

Estevam e Sonia Hernandes, líderes da Igreja Renascer em Cristo, têm hábeas corpus negado pela Justiça

O casal Estevan Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, bispos e fundadores da Igreja Renascer em Cristo, não conseguiram Habeas Corpus.

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou prejudicado, por perda de objeto, o Habeas Corpus (HC) 96372, impetrado por Estevan Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, bispos e fundadores da Igreja Renascer em Cristo, acusados de lavagem de dinheiro praticada por meio de organização criminosa.

O HC foi proposto contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu favoravelmente a pedido de extradição solicitado aos Estados Unidos, onde o casal também possui residência. No entanto, conforme o ministro, como os bispos já retornaram ao Brasil, o habeas corpus ficou prejudicado.

A defesa do casal sustentava no HC que a decisão do STJ contrariou o que determina o Tratado de Extradição entre Brasil e Estados Unidos, segundo o qual o crime de lavagem de dinheiro não é passível de extradição. Por esse motivo, o pedido de extradição, apresentado pela 1ª Vara Criminal em São Paulo e mantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e pelo STJ, deveria ser suspenso liminarmente e revogado, no mérito.

No dia 14 de outubro de 2008, o ministro Marco Aurélio acolheu o pedido de medida cautelar impetrado pelo casal, suspendendo liminarmente a extradição dos bispos. Em sua decisão, o relator do caso explicou que os crimes pelos quais o casal responde foram previstos pela Lei nº 9.613/1998, não estando presentes no Tratado de Extradição entre Brasil e Estados Unidos, datado de 1965.

Silvio Santos recusa propostas de igrejas evangélicas por horários no SBT

O apresentador Silvio Santos recusou as propostas de várias igrejas que queriam comprar horários na madrugada do SBT.

Até segunda ordem, ele quer manter distância de bispos e pastores que anseiam pelos horários noturnos da emissora.

Mesmo com a crise nas empresas de seu grupo, Silvio está em Los Angeles estudando novos formatos televisivos.

De acordo com um interlocutor dele, o apresentador segue direto para Miami para as festas de fim de ano.

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quinta-feira.

Coca-Cola doa prédio de antiga fábrica para igreja nos EUA

A Coca-Cola doou sua fábrica de engarrafamento em Albany Geórgia (EUA) para a Igreja Batista Sherwood. A construção de 60 mil metros quadrados, avaliada em 590 mil dólares, havia sido colocada a venda há últimos dois anos.

Na página do Facebook a igreja diz que planeja usar a doação como um mecanismo como um centro de apoio a comunidade. “Esse é o momento oportuno para celebrar e agradecer ao Senhor que nos concedeu essa benção. Agora estaremos mais preparados para compartilhar a Palavra de Deus e atender as necessidades da comunidade. Agradecemos também a generosidade da Coca-Cola”.

O edifício estava à venda há dois anos e a decisão da empresa surpreendeu até o agente imobiliário Woody Watson, que estava lidando com o anúncio do imóvel. “Estou surpreendido com a decisão, pois a empresa tinha várias ofertas pela propriedade. Pensei que o negócio já estava feito”.

Para o pastor da igreja e ex-gerente da Coca-Cola, Jim McBride, essa foi uma grande benção para a igreja. “Não estávamos perseguindo essa doação. Há poucos dias recebemos um telefonema do pessoal da empresa dizendo que gostariam de doar o prédio para a igreja”, disse McBride.

Os evangélicos não são homofobicos

Impressionante como certos assuntos ficam no topo dos noticiários logo após alguns acontecimentos saírem nos jornais etc. causando assim um efeito domino, onde cada vez mais tal assunto fica no foco da mídia, debates e outros casos seguidos despertam o interesse público sobre o assunto e assim é o mundo em que vivemos, foi assim com a pedofilia que digamos entrou em cena com o caso do Monstro da Austrália, onde Joseph Fritzl, 73, manteve sua filha presa durante 24 anos dentro do porão de sua casa tendo com ela sete filhos, depois vieram as acusações de pedofilia nas igrejas católicas e continua a guerra contra este crime, a bola da vez é a homofobia, esta semana um caso despertou a revolta da sociedade, jovens foram brutalmente atacados por um grupo de rapazes que passavam pelo local (Av. Paulista, São Paulo-SP), segundo as vítimas a agressão aconteceu por razões homofobicas.

O Mais interessante é que sempre que se discute sobre homofobia os primeiros a serem atacados sãos os evangélicos. Que podem existir homofobicos dentro das igrejas, isso pode, mas não causado pela forma de interpretar a bíblia, a bíblia condena a pratica homossexual sim, mas não a hostilização daqueles que praticam tal pecado, não ensina-se dentro das igrejas a bater em homossexuais nem mesmo a condena-lós, o único que poder julgar é Deus, ele também é o único capaz de convencer o homem de seus pecados, se algum evangélico agir hostilmente contra os homossexuais pode e deve ser julgado como qualquer outro que pratique homofobia, mas não se deve generalizar a acusação que que todo evangélico é homofobico só porque não concorda com a opção sexual de alguns.

Concluindo, evangélico não é homofobico, apenas não concorda com a pratica, firmado nas doutrinas bíblicas.

O fenômeno chamado Música Gospel

Uma gravadora de música gospel brasileira conseguiu faturar R$ 18 milhões em 2008. No mesmo ano, uma cantora evangélica emplacou seu hit na trilha sonora em novela do horário nobre da TV Globo. Foram fatos como esses que fizeram Joêzer Mendonça buscar os motivos do sucesso da música religiosa. ‘Quis entender o que a levou a ser esse fenômeno de público e de vendas’, conta o professor e pianista de música sacra.


Para investigar a popularidade da música evangélica durante o preparo de sua dissertação de mestrado O Gospel é Pop: Música e Religião na Cultura Pós-Moderna, apresentada no núcleo de Musicologia do Instituto de Artes da Unesp no ano passado , o professor passou a ouvir muitas canções.

‘Tem de tudo, desde rock até funk evangélico; os artistas se apropriam desses ritmos populares para alcançar um público maior.’ Mendonça afirma que essa apropriação dos ritmos populares é um dos fatores que mais contribuem para a vendagem dos discos.

‘A música serve para dar sentido para as pessoas que não conhecem a religião. Cada gênero serve a um nicho de mercado ou de pessoas a serem evangelizadas.’ De acordo com o professor, a canção gospel moderna é elemento primordial das novas práticas litúrgicas e tem demonstrado atender não somente às demandas espirituais e emocionais, como também às exigências do mercado.

O mercado, aliás, caminha junto com o sagrado, explica o autor da dissertação. ‘Vivemos numa era de intenso incentivo ao consumo e inclusive há o processo de sacralização do consumo: consumir é como levar o sagrado para casa’, diz. ‘Então, comprar um CD evangélico é como ser cristão.’

Outro motivo para que a música gospel seja um sucesso de vendas, segundo o autor, foi uma mudança de percepção. Antes, quem definia como ser cristão era o pastor, o padre, enfim. Hoje, o fiel é mais autônomo. ‘Pode interpretar a Bíblia de várias formas, assim como pode escolher o que considera ser cristão. Se ele acha que comprar um CD de pagode gospel é ser temente a Deus, ele se sente livre para fazê-lo’, avalia.

O autor faz uma ressalva. ‘Questiono se esse processo de transformar música religiosa em música pop não dilui a mensagem do Evangelho.’

A guerra no Rio e o Magistrado civil: Uma história que podia ter sido diferente

Desde o dia 25/11/2010 o Rio de Janeiro vive aquela que está sendo considerada "a batalha final". A maior operação policial da história do Estado. Centenas de policiais civis, militares (inclusive do famoso BOPE) e Federais invadiram a Vila Cruzeiro e o complexo do Alemão, dois dos principal redutos do tráfico de drogas. A operação contou ainda com o apoio de blindados da Marinha, fuzileiros navais, homens e viaturas do Exército e helicopteros da aeronáutica.

Essa mega operação produziu cenas, infelizmente reais, que poderiam facilmente dar continuidade à excelente série Tropa de Elite. Uma frase, porém, em meio às imagens quase cinematográficas, resumiu e diagnosticou o verdadeiro problema do Rio de Janeiro:

"A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado". A frase foi dita pelo subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, delegado Rodrigo Oliveira, quando descia da favela cerca de uma hora depois que policiais chegaram ao topo do morro, no início da noite desta quinta-feira (25).

Essa frase é emblemática. Um tácito reconhecimento da existência de um "Estado paralelo" no Rio de Janeiro. Foram décadas de descaso e completo abandono por parte daqueles que deveriam promover a justiça, a igualdade e a paz social. Enquanto o Estado era completamente omisso, o povo da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão precisava criar meios, por conta própria, de sobreviver. Enquanto o Estado dava as costas para essas comunidades, suas crianças cresciam, observavam e sentiam o que significa ser órfão de Estado e, consequentemente, de pais (muitos mortos por culpa dessa nefasta omissão). Essas crianças cresceram e encontraram no tráfico de drogas uma maneira de dizer que não aceitavam mais, de forma passiva, a "sociedade anárquica" a que sempre foram submetidas, sem outra alternativa, implantando, assim, suas próprias leis, seu próprio "Estado Paralelo".

O filme Tropa de Elite 2 foi muito feliz ao abordar o tema da violênica no Rio, demonstrando com sobriedade como funciona o esquema de retro-alimentação do crime organizado. Na verdade, os criminosos não são tão "organizados" assim como se pensa. Isso ficou claro na ofensiva das forças policiais do Rio. A pouca organização que dispõem é fornecida pela própria máquina do Estado, que tem muitas engrenagens corrompidas.

Melhor previnir que remediar, já dizia o ditado. Por não ter feito seu papel de Estado e por ter abandonado essas comunidades, a força bélica empreendida nessa mega operação foi o único recurso cabível na "retomada" desses territórios para o "Estado" e não duvidem: isso ocorreu por motivos espúrios. Não estou dizendo que os policiais não são os heróis e libertadores da população. Lutaram com bravura. Mas, assim como o povo daquela região, também estão sendo usados. Tudo poderia ter sido diferente. Bastava o mínimo: escolas, saúde, saneamento, dignidade, presença do Estado. Aquelas crianças ou pelo menos a maioria delas, certamente, não teriam se tornado, numa desesperada tentativa de sobreviver, nos mais perigosos traficantes do Brasil. O que acabamos de afirmar não é nenhum exagero. A imagem acima, capa da Revista Veja de 1981, testemunha em nosso favor. Trinta anos se passaram e a inércia do Estado permaneceu a mesma. Alguém quer arriscar os motivos que resultaram no fim dessa quietude absurda?

Por enquanto, não devemos nos iludir com essa mega operação no Rio. Ela não foi deflagrada em defesa daqueles que viviam como reféns do trafico, dos mais carentes, nem mesmo das pessoas que moram na Vila Cruzeiro e no complexo do Alemão, como querem que acreditemos. Tudo isso é por causa dos muitos dólares que serão trazidos pela Copa do Mundo de Futebol e pela Olimpíada. Mais uma vez o Estado está a serviço dos mais abastardos, que por aqui pisarão em 2014 e 2016. Aos pobres, que não terão direito de frequentar esses eventos resta, orgulhosamente, fartar-se com "as migalhas que caem da mesa dos ricos", como sempre foi.