Siga este blog também

Quão nojento é o triunfalismo!

“Que mais direi? Não tenho tempo para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas, os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros. Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos. Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior. Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas. Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. Deus havia planejado algo melhor para nós, para que conosco fossem eles aperfeiçoados”. [Hebreus 11.32-40]

É triste quando uma mensagem dita evangélica
 mais parece a pregação da Seicho-No-Ie!





Quando o modelo esgotará?

Fico-me perguntando: Quando os evangélicos brasileiros estarão fartos e enjoados das “mensagens de autoajuda”? Será que esse modelo triunfalista se esgotará em um futuro não tão distante? Quando as pessoas “cairão na real” e verão que esse tipo de pregação nada tem de evangelho?

É desanimador ver que o modelo triunfalista nem apresente pequenos sinais de esgotamento.

Sim, muitas pessoas estão revoltadas com tudo isso, mas essas “muitas pessoas” são poucas para o universo de milhões de evangélicos. Há muitos, também, que não pregam mensagens triunfalistas, mas ao mesmo tempo toleram que tais mensagens sejam livremente pregadas em suas igrejas. Nós aprendemos com a Igreja em Tiatira que a tolerância para com o erro é igualmente errada. Será que queremos ouvir do Senhor isso: “Conheço as suas obras, o seu amor, a sua fé, o seu serviço e a sua perseverança, e sei que você está fazendo mais agora do que no princípio. No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel” [Apocalipse 2.19-20a]?

“O único modo de se tornar rico com um livro de autoajuda é escrever um”!
[Christopher Buckley e John Tierney em God is My Broker]

A simplicidade teológica do século XXI: um manual prático


Surge um novo fenômeno, o neo-cristianismo. Esses grupos que eram chamados de neo-pentecostais, não se encaixam de forma alguma em qualquer padrão de cristianismo que eu tenha conhecimento. Logo, precisam de uma nova nomenclatura.


Não vejo Cristo nem salvação nesses programas de TV. Não que não haja, há. Mas de forma muito diferente da que é pregada em igrejas históricas com teologias formuladas na época da reforma.
Veja a teologia sistemática desse novo cristianismo ou nosso movimento Gospel. Esse compêndio cabe em uma folha de papel, é simples para qualquer pessoa entender, vamos a ele:

Cristo: O mediador da benção.

Benção: todo e qualquer bem material ou físico que você deseje.

Sofrimento: afastamento da benção

Pecado: algo ruim, que te separa da benção.

Oferta: meio para convencer Deus a te abençoar. Também pode ser o caminho entre você e benção.

Pastor: aquele que diz o que você deve fazer para alcançar a benção.

Bíblia: manual (não autoexplicativo) sobre o modo de conseguir a benção. Também pode ser um punhado de versículos com temas como vitória, benção e jubilo. Observação: não se pode ler mais que um parágrafo de cada vez.

Diabo: aquele que quer te separar da benção.

Demônios: enviados pelo diabo para te impedir de contribuir com a igreja e impedir seu sucesso.

Inferno: de onde vem o diabo e seus demônios e para onde irão todos aqueles que não conseguem a benção.

Igreja: (1) desde que seja a certa, o lugar onde você leva a oferta, recebe a benção e volta pra contar depois. (2) propriedade do seu líder.

Cristãos: (1) Os que recebem a benção. (2) Os que ainda vão receber a benção.

“Quando o Corpo Pede um Pouco mais de Alma”

Que tempo este que nós vivemos. As mulheres buscam emagrecer para ficar com uma silhueta adequada ao “padrão” de beleza. Os homens, por sua vez, empenham-se em engordar, aumentam o volume para transformá-lo em músculos. Ao final, todavia, o que temos são mulheres esbeltas de corpo e pobres de alma, e homens fortes e musculosos, mas fracos de mente.


O culto a imagem não é coisa da sociedade contemporânea. Em nossos dias, todavia, exacerbou-se a tal ponto que virou patologia. No caso dos homens, a disfunção chama-se vigorexia e, no caso das mulheres, anorexia. Ambas as doenças se remetem a transtornos dismórficos corporais, ou seja, a percepção por parte do doente de que sua própria imagem está distorcida.

Foi Platão, na Grécia antiga, o primeiro a formular a pergunta: “o que é o belo?”. Para os gregos, a beleza sempre foi algo fundamental. Mas eu penso que só agora, em nosso tempo, a questão ganhou contornos neurotizantes. As pessoas preocupam-se tanto com a imagem que esquecem que são mais do que apenas um corpo! Bem falou Confúcio, filósofo chinês, "ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo". O avanço da indústria dos cosméticos, associado com as novas práticas da medicina estética – com plásticas restauradoras e modeladoras – tornou, a meu ver, o tema ainda mais dramático.

Para quem tem dinheiro, o “céu” é o limite – ou seria o “inferno”? Corta, puxa, estica, infla, pinta, tudo é possível! É gente de 50, 60 anos querendo ter corpo de 20, ainda que a “cabeça” continue nos 15. Hoje, inclusive, estas práticas estão sendo cada vez mais buscadas precocemente. Até os adolescentes já entraram na “dança” do “culto ao corpo”, a “caça” pela perfeição estética, ainda que, do lado de dentro, falte-lhes um elemento essencial ao ser: a ética. Sou contra se investir na aparência? Não. Sou contra tudo o que maquia a verdade e camufla a essência, sou contra a falta de bom senso, de equilíbrio e inteligência. Ademais, lembrando David Hume "a beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla".

Na verdade, assisto com desânimo homens de 40, 50 anos trocando suas esposas, companheiras de toda uma vida, por garotas de 20. O mesmo acontece com as mulheres... Talvez nenhum deles saiba que “enganosa é a beleza e vã a formosura”. Sim, haverá um tempo em que será inevitável esconder rugas, calvície, celulites, cabelos brancos, culotes, varizes, marcas que o tempo produziu no corpo que, ainda sem querer, teve de acolher as “pinturas” que a vida trouxe com o findar da “primavera”.

De que adianta um corpo perfeito numa alma disforme? De que vale cabelos bem tratados e um coração amargurado? Ou um rosto perfeito e uma mente perversa? Pernas e braços torneados e uma alma árida, áspera? Pele de seda e olhos de aço? Há, como gostaria de ver gente investindo em ser mais generosa, mais misericordiosa, quebrantada, obediente, santa, temperante, amorosa, humilde e verdadeira! Gente que desejasse ser mais do que “carne emoldurada”, e sim “alma esculpida”, talhada pelo cutelo do Espírito Santo, refeita e ressignificada para servir aos propósitos do “Oleiro”.

Não é a toa que a alma adoece tanto, pois a ela não é dispensado qualquer tipo de cuidado. Toda nossa atenção está voltada para o corpo, para a imagem. E de tanto se viver de disfarce, de futilidades, a substância interior se dilui, as estruturas do ser desmoronam, as “vigas” da alma se quebram e fazem irromper toda sorte de somatização que, não raro, acabam por destruir os “investimentos” realizados no corpo.

Certo estava Lenine quando, em sua poesia urbana, declarou que o corpo precisava mais de alma! Sim, um corpo sem alma é como uma casa sem mobília – triste, vazia e sem vida. Num tempo onde a aparência conta mais do que o caráter e a beleza mais do que valores, sei que estou na contramão do “sistema”, investindo em ter conteúdos e consciência. Cuido razoavelmente do corpo que recebi, mas estou mesmo interessado no que ainda está por vir.

O "EVANGELHO" COMPULSÓRIO DO G 12?

Conheço inúmeros grupos que entraram no sistema G12. Alguns eu já esperava que entrassem, pois entram em tudo de “novo” que apareça no “mercado”. São compradores de novas ferramentas. Aliás, já chegamos num nível tão mecânico e sistêmico que tais coisas são chamadas de ferramentas e sistemas por alguns.

O que eu acho?

1. Há todo tipo de gente e de igreja fazendo isto. Alguns pessimamente; outros de modo mais moderado...mas ainda estranho.

2. Algumas fazem só isto: evangelizar compulsória e compulsivamente. Ganham novos, e perdem a história...pois muitos de antes não agüentam a forçação de barra da “nova visão”.

3. Os crentes jovens se empolgam—têm gás e querem aparecer, além de julgarem, pela ignorância e pela inexperiência, que os mais velhos são frios e indiferentes. Mas os jovens também se cansam e se fatigam...e de exaustos caem...como eu leio todos os dias aqui...em narrativas de centenas de filhos dessa máquina, e que já não agüentam mais o sentimento de missionário Mórmon ou Testemunha de Jeová que lhes foi passado.

4. De fato, em geral, tais igrejas são muito, muito... fracas na Palavra, quando se trata de ensino e pregação pública. Elas a têm...mas é extremamente fraca e sem conteúdo...daí os artifícios. E as células são boas quando são abertas...como alternativas de encontro e comunhão...mas uma vez que se tornem um programa obrigatório, pelos menos as seguintes coisas acontecem: a) os dons de todos são reduzidos a um processo industrial; b) quem deseja participar tem que entrar na clonagem; c) a falta de liberdade para se expressar os dons de cada um acaba por desanimar a muitos “líderes”, que vêem-se na obrigação de repetir o sermãozinho do pastor, ou do programa de células...e são todos básicos e cansativos...chatos mesmo...sendo qualquer coisa boa apenas para quem não sabe nada... e está com muita vontade de saber.

5. Nesse caso, muita gente até fica na igreja, e ela cresce pelo convívio dos novos com o grupo; mas a tendência é que se NÃO houver Palavra, quem não tem esse espírito de soldadinho ou de rebanho...com o passar do tempo se desmotive...seja pela basicalidade dos ensinos, seja porque não agüentam a tal gestão do pastor...que transforma a Boa Nova numa obrigação. Nada é mais contraditório: Boa Nova pregada por obrigação. A Boa Nova, quando chega como obra do Espírito, faz com que aquele que foi “infectado pelo amor” não saiba fazer outra coisa...senão anunciar o amor que o infectou.

6. O que está havendo é uma idolatrização de métodos...como se fossem sacrossantos apenas porque são “funcionais” do ponto vista estatístico...; isso junto com um esvaziamento total da Palavra; pois eu desafio quem quer que seja a me mostrar onde tais coisas estejam sendo feitas e que sejam antes motivadas pelo anuncio do Evangelho de Cristo, livre, ungido, sem amarras doutrinárias, e sem invencionices. Normalmente os que entram nesse barco têm duas características como líderes: a) se pregam, sempre foram tendentes a pregar novidades, não a Palavra; b) não têm o que pregar, e um programa desses ajuda o cara a se recolher ao papel de apóstolo de uma pirâmide humana, na qual ele exerce autoridade, e representa uma espécie de Rainha numa colméia de crentes operários. Serve bem pra abelha...mas entre os humanos em pouco tempo as pessoas deixam de produzir mel...e mergulham primeiro no cansaço, e depois na amargura.

Tudo isto vai passar outra vez...não é novo...só estão fazendo de novo. Tudo passa...mas só quem prega a Palavra do Senhor vê resultados durarem para sempre.

A única maneira disso ser sadio é a seguinte:

1. Tem que haver Palavra na igreja, muito antes de haver programa de células;

2. A Palavra tem que ser livre, e não focada no tema obsessivo do crescimento em células.

3. Não pode haver manipulação, e nem haver obrigatoriedade na participação.

4. Os líderes das células não podem ser tratados como eminências pardas, e os que não conseguem se sentir motivados para o regime celular...serem desprezados...como em geral acontece.

5. O tal programa...tem que ser explicitamente definido como um programa...e olhe lá...e não como um “mover”, uma “visão”, uma “revelação” de Jesus para “os últimos tempos”...fazendo desse método algo de um valor apocalíptico da revelação.

Em suma, é só um método.

O Juan Carlos Ortiz iniciou, o Paul Yung Chou implementou, o Peter Wagner divulgou no mundo, e o Castellana deu o molho pentecostal; e os “apóstolos brasileiros” trouxeram a loucura pro pacote: há de tudo dentro desse G12...e há vários tipos de G12...há até quem tente ungir o Ponto G em alguns dos 12. É a tal da unção peniana, que em alguns grupos andou também na moda... sem falar no espírito de soldadinho de chumbo que se tenta implantar.

Minha tristeza é grande, especialmente porque estou vendo igrejas boas, nas quais há gente boa de Deus, e que cresceram na Palavra, mas que tiveram seus pastores originais substituídos pela idade ou pelas circunstâncias...e alguns “pastores” que não têm Palavra pra ensinar com profundidade e consistência...assumiram o pastorado...e acabaram por fazer o belo, diverso, diferente, livre, ungido e alegre, se transformar numa programação do Dia do Trabalhador na Praça Vermelha, na antiga União Soviética.
Nele, que nos deu dons em Graça, e que não formou um exército, mas um Corpo,

Spurgeon, os apóstolos brasileiros e as suas manias por títulos


Charles Haddon Spurgeon (1834-92) foi o mais conhecido pregador da Inglaterra pela maior parte da segunda metade do século dezenove. Spurgeon converteu-se em Colchester em 6 de janeiro de 1850, e foi batizado no Rio Lark em Isleham em 3 de maio de 1850. Pregou seu primeiro sermão na cidade de Cottage, neste mesmo ano. Em 1854, apenas quatro anos após sua conversão, então com apenas vinte anos, se tornou pastor da famosa Igreja Batista de New Park Street em Londres (anteriormente pastoreada pelo grande teólogo John Gill). A congregação rapidamente cresceu mais do que seu prédio poderia comportar, mudando-se então para o Exeter Hall, e de lá para o Surrey Music Hall. Nestes locais Spurgeon freqüentemente pregava para audiências com mais de 10.000 pessoas. Em 1861 a congregação se mudou definitivamente para o recém construído Tabernáculo Metropolitano.

Os sermões do Spurgeon foram e ainda são amplamente distribuídos e traduzidos em muitas línguas. O conjunto dos trabalhos impressos de Spurgeon do denomindao principe dos pregadores é volumoso.

As pessoas que ouviam Spurgeon, naquela época, faziam consideraçơes sobre ele que deixariam qualquer evangélico orgulhoso. O jornal The Times publicou, certa ocasiăo, a respeito do pastor inglês: Ele pôs velha verdade em vestido novo. Já o Daily Telegraph declarou que os segredos de Spurgeon eram o zelo, a seriedade e a coragem. Para o Daily Chronicle, Charles Spurgeon era indiferente à popularidade; um gênio, por comandar com maestria, uma audiência. O Pictorial World registrou o amor de Spurgeon pelas pessoas.

Spurgeon escreveu 135 livros durante 27 anos (1865-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda săo muito lidos, dentre eles: O Tesouro de Davi (sobre o livro de Salmos), Manhă e Noite (devocional) e Mateus - O Evangelho do Reino. Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou 14.692 pessoas. Na ocasiăo em que ele morreu - 11 de fevereiro de 1892 -, seis mil pessoas leram diante de seu caixăo o texto de Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra.

Por acaso você sabia que esse grande homem de Deus recusou a ordenação pastoral, como também o título de Reverendo? Spurgeon dizia que reverência deveria ser dada somente ao Senhor.

Pois é, a atitude de Spurgeon é tão diferente dos pastores, e apóstolos dos nossos dias não é verdade? Lamentavelmente em nosso país existem inúmeros líderes cristãos que desejam ostentação e títulos. Outro dia fiquei sabendo de um pastor que numa cerimônia suntuosa foi "coroado" apóstolo".
Duvido que qualquer um desses apóstolos, bispos e pastores tenham feito mais pelo Reino do que Spurgeon. Confesso que essa mania tupiniquim por títulos eclesiásticos me assusta profundamente.

Com lágrimas nos olhos sou obrigado a concordar com o fato de que essa corja apostólica não está preocupada com a glória de Deus e sim exclusivamente com a exaltação de seus nomes, os quais acreditam sejam célebres e magnânimos.

Constatações que fiz ao ouvir uma rádio evangélica

Depois de um bom tempo sem ouvir rádios evangélicas, decidi sintonizar o dial em uma delas. Na verdade, resolvi ouvir as 10 canções mais pedidas pelos ouvintes de uma rádio muito conhecida.


Pois bem, cuidadosamente ouvi todas os "louvores" o que me levou as seguintes constatações:

1- 90% das canções tocadas eram antropocêntricas, isto é, a maioria delas não tinha por objetivo a glória de Deus e sim a satisfação do homem. Entre as músicas cantadas encontrei, louvores para uma mãe, decretos e determinações espirituais, além de letras desprovidas de boa teologia, onde foco principal era a satisfação humana.

2- As composições eram extremamente sofríveis. Isso sem falar que em algumas delas, os cantores cantavam como se fossem Deus, profetizando na primeira pessoa do singular bênçãos e mais bênçãos sobre todos aqueles que ao Senhor louvasse.

3- Os ritmos musicais eram pobres. As músicas com poucas notas e as melodias sofríveis.

4- O marketing feito em nome do "artista" era aviltante, isso sem falar é claro, na grande ênfase as bênçãos do Eterno.

Bom, não posso ser injusto, dentre as 10 músicas tocadas, ouvi uma linda canção entoada por Aline Barros e Fernandinho, chamada " Rendido estou" que muito me tocou.

Isto, posto, afirmo sem titubeios que bom seria se as músicas ministradas em nossas rádios fossem diferentes daquilo que temos ouvido. Que maravilha se as músicas cantadas fossem mais cristocêntricas!

Ah! Anseio por ouvir louvores focados em Cristo, por músicas com boas letras, com melodias e com harmonias enriquecidas pela graça de Deus. Anseio por ver como tema das nossas canções, a doutrina da regeneração, a volta do Senhor, a doutrina da eleição, santificação, e a justificação pela fé. Ah! Anseio por ver a igreja brasileira cantando as doutrinas da graça, e a louca porém vitoriosa verdade da cruz.

Que Deus nos ajude!

Pastores coisa nenhuma. Eles querem ser chamados de bispos e apóstolos



Estou impressionado como esse povo procura títulos. Certa feita, ouvi um relato de uma irmã que ao dirigir-se a um senhor chamou-lhe de irmão. Para surpresa dela, o homem de modo sisudo respondeu firmemente dizendo: Irmão não. Pastor. Por favor me chame de pastor. Um outro, ficou extremamente ofendido porque um irmão lhe chamou de pastor, quando na verdade ele era apóstolo.

Fiquei sabendo que um jovem pastor de uma igreja neopentecostal ministerialmente inexperiente e despreparado teologicamente, tomou pra si o título de bispo. Isso mesmo: Ele agora é bispo!

Pois é, o rapaz além de adepto das inúmeras heresias, dentre estas a "judaização do Cristianismo" resolveu acreditar que possui uma unção especial de bispo


Pois é, lamentavelmente alguns dos líderes evangélicos tupiniquins tem demonstrado ao longo dos anos uma enorme fome por titulos. Se não bastasse os oficios e titulos convencionais, esta corja aproveitadora, inventou outros tantos mais. Nesta perspectiva multiplicaram-se os apóstolos, apareceram os profetas da restauração que a reboque fabricaram os mais variados titulos.

Essa busca desenfreada por títulos e oficios me enoja. A questão é que essa galera descompromissada com as Escrituras prefere a ostentação de uma função eclesiástica a ser um simples servo. Aliais, o termo servo, definitivamente caiu em desuso. Todavia, ao contrário do que deveria ser, parte da igreja evangélica brasileira esqueceu das Palavras de Jesus que nos ensina que todo aquele que deseja ser grande deve aprender a servir.

Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". Marcos 10:42-45

Lamentavelmente os homens querem ostentação, sem contudo entenderem que somos e fomos chamados para servir àqueles que conosco se relacionam. Como bem afirmou Thomas Brooks, "os cristãos que permanecem no serviço do Senhor precisam considerar mais a cruz do que a coroa."

Prezado amigo, quem somos nós? Que possuímos nós? Ora, não somos nada! Como bem disse o reformador Martinho Lutero, nós não passamos de sacos de esterco, servos inúteis carentes da graça e da misericórdia de Deus.

Pense nisso!

COMO CULTIVAR JOIO, E COMO CULTIVAR TRIGO

Os dois homens na imagem foram batizados no mesmo dia, frequentam a mesma igreja e foram evangelizados pela mesma pessoa. Um deles é joio e o outro é trigo.


Os dois em suas crises espirituais passavam por divórcio perderam a guarda dos filhos. Os dois não conheciam nada sobre Deus, Jesus e o evangelho. Os dois começaram a frequentar a mesma igreja em situações semelhantes.

O primeiro homem (da esquerda) mesmo que constante na igreja igreja mantém uma vida secreta no mundo e no pecado. Nunca produziu frutos de carater e arrependimento, ainda que seja frequentador de todos os cultos. Nunca deixou de odiar a ex-esposa, ainda que diga amar a Jesus e contribui financeiramente para igreja. Nunca deixou de mentir, ainda que carrega uma Bíblia debaixo do braço. Nunca abandonou a maconha, ainda que se voluntarie nos serviços da igreja. Nunca deixou de lutar contra a ex-esposa, ainda que no louvor ergue suas mãos a Deus e cante. Nunca deixou de fornicar, ainda que seja um ‘boa praça’, amigo de todos na igreja. Ele é Joio!

O segundo homem (da direita) abandou o mundo. É frequente na igreja, e muito melhor que isso, demonstrou muito cedo frutos de carater. Contribui financeiramente para a igreja, e muito melhor que isso, perdoou a sua esposa e o amante com quem foi traído por ela, e com a mesma e os filhos mantém excelênte relacionamento. Traz sempre consigo sua Bíblia, mas muito melhor que isso, abandonou completamente sua vida antiga, e até terminou com um relacionamento que mantinha com uma mulher com quem se “juntara” quando a mesma se recusou a se casar. Ele ergue as mãos no culto em louvor a Deus e canta, e muito melhor que isso, ele tem sêde e fome pelas coisas de Deus, se tornou humilde, contrito, amoroso, respeitador, paciênte, verdadeiro e sincero em suas palavras. Ele é Trigo.

Estes dois homens que não se conhecem íntimamente foram evangelizados por mim. Apesar de viverem situações semelhantes em suas vidas, terem a mesma idade, frequentarem a mesma igreja, evangelizados pela mesma pessoa e por outra mesma pessoa foram batizados no mesmo dia, pergunto: Por que um se tornou trigo e o outro joio?

O primeiro foi evangelizado durante várias horas e por dias com base em testemunhos de vitória, milagres e bênçãos. Ao apresentar Jesus a ele lhe falei do plano maravilhoso de Deus para sua vida. Disse-lhe o quanto Jesus o amava. Disse-lhe que culpado do mau que lhe sobreveio é o diabo que lhe queria roubar as bênçãos. Contei-lhe por horas e horas a fio cada testemunho de milagres divinos que eu havia presenciado. Prometi-lhe que Jesus o livraria de todas as armadilhas e de todos os laços. Disse-lhe que se ele permanecesse em fé os desejos de seu coração seriam alcançados. Usei o evangelismo moderno e cultivei um Joio.

O segundo homem foi evangelizado a moda antiga, por uma hora apenas. Antes de apresentar a graça eu lhe apresentei a lei. Quando ele estava cheio de justiça própria e vitimização eu usei a lei para que ele conhecesse seu estado espiritual caído. Eu lhe disse que a culpa por todo o mal que lhe sobreveio era de ninguém, mas somente dele. Ele era culpado por sua ruína. Disse-lhe que sua vida era uma constante afronta ao um Deus Santo e justo que lhe era inimigo. Que este mesmo Deus já lhe havia julgado e ele foi encontrado em falta e portanto estava condenado ao inferno. Depois de lhe promover esse encontro com sua realidade eu apresentei-lhe a graça. Dizendo-lhe: Se você se arrepender de seus maus caminhos, mudando de vida pelo abandono das más obras e clamar pelo nome de Jesus, em fé, receberá graça para viver uma nova vida. E Deus que é seu inimigo, o receberá como filho, por causa do preço pago por Jesus na cruz. Nesse momento ele se ajoelhou e com lágrimas orou, pedindo perdão a Deus e em oração perdoou a sua esposa e o amante dela. Usei o evangelismo original e cultivei um Trigo.

Aprenda com meu erro, lembre-se desse meu testemunho. Abandone o evangelho do oba-oba que só produz joio, crentes convencidos e desprovidos da convicção da verdade. Abandone o evangelho do triunfalismo que tem raiz rasa que seca sob o sol da perseguição do mundo.

Pregue a graça somente quando o coração estiver pronto para receber graça. Doutra sorte a graça será pisada. Aprenda com os evangelhos. Antes do cordeiro de Deus passar sempre há um João Batista pregando a Lei e o arrependimento. Destrua a justiça própria dos corações endurecidos pela justiça própria com os 10 mandamentos, somente então, depois do quebrantamento, ofereça a graça que salva.

A lei não salva, mas é ferramenta evangelistica.

Romanos 7:7 – Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheceria o meu pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.

Salmos 19:7 – A lei do Senhor é perfeita, e converte a alma;

Aprenda com Spurgeon, Finney, Billy Grahan,Moody e outros. Evangelize segundo a palavra.

***

Wesley Moreira é pastor, teólogo, reside em Atlanta-EUA e é membro da World Harvest Church , participa do WH Bible Institute e da WotM School of Evangelism.

No Facebook Todo Mundo é Feliz


Um dos maiores fenômenos nos EUA nos últimos anos chama-se “Second Life”. Trata-se de um “metaverso, um mundo virtual tridimensional que oferece a qualquer um que tenha acesso a internet a possibilidade de ter uma segunda vida, um alter-ego”.


O Second Life permite que residentes do universo on-line possam trabalhar, estudar, passear, namorar, fazer compras, vender, ter novos amigos, viajar, ou seja, experimentar quase todas as dinâmicas de uma vida real, mas com uma enorme vantagem: no Second Life você pode ser quem quiser, ter uma outra vida, totalmente diferente da que já possui. Nela você pode ser famoso, rico, bonito, saudável, bem empregado, ou seja, ter ou ser tudo o que você sempre quis, mas que, talvez, nunca tenha conseguido.

Quando eu observo o fenômeno das redes sociais, sobretudo o Facebook, eu me lembro muito do Sencond Life. E por quê? Porque o Facebook permite que se tenha uma vida dentro da própria vida, ele estabelece um ambiente virtual onde qualquer um pode aparentar ser o que desejar! Na verdade, a grande maioria das pessoas estão ali se relacionando com outras milhares que não lhe conhecem bem, ou mesmo que sequer nunca lhe viram pessoalmente.

Eu sou usuário do Facebook. Entro lá para divulgar mensagens, artigos, reflexões, frases e falar com familiares. Como não tenho tempo para ficar analisando o que se posta, às vezes dou uma olhada rápida no feed de notícias para ver o que aparece por lá... É como se você ficasse diante de um grande “quadro de avisos” onde as pessoas postam as mais diversas informações: frases, músicas, imagens, vídeos, textos, piadas, e tudo o que, eventualmente, lhes chama a atenção.

Obviamente, o conteúdo publicado por cada pessoa muda de acordo com os “conteúdos” interiores que em cada um existe, com sua matriz de valores. Como somos uma geração com muita aparência e pouca consciência, tenho percebido que cada vez mais encontro “material degradável” no Facebook. É preciso um esforço hercúleo para se achar algo que se aproveite.

Mas o que mais me impressiona no Facebook é o fato de boa parte das pessoas viverem, na grande maioria do tempo, uma enorme mentira, uma vida que não é a delas. É gente que está despedaçada fazendo piada, casais em crise postando fotos de amor, profissionais frustrados contando vantagens, pessoas solitárias compartilhando experiências maravilhosas, pais descuidados em fotos belíssimas com os filhos, gente flertando e contando lorota, têm de tudo um pouco, muita encenação e pouca verdade. O grande perigo, todavia, é descuidar nos exageros e cair no que bem citou o Millôr Fernandes: “jamais diga uma mentira que não possa provar”.

Triste geração esta, onde ser o que se é tornou-se algo insuportável. Por isso precisamos tanto do disfarce, de algo que nos projete da falsidade real para a realidade virtual. Tem toda a razão Erich Fromm quando afirmou: "somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar". E me responda, com total isenção e honestidade, em que lugar se “mata” mais o tempo do que no Facebook?

Diante de tudo isso, alguém pode afirmar que sou contra a tecnologia. Não, não sou. Mas confesso, sou totalmente cético quanto ao fato da tecnologia poder nos tornar pessoas melhores e dar a humanidade um futuro mais tranquilo. E aqui lembro de George Carlim; “construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicarmos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias”.

Certo mesmo estava o Renato Russo ao afirmar: “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”.

E viva o Facebook!

Para quem deseja fundar uma "igreja" de sucesso

A seguir ensinarei uma formula mágica para quem deseja fundar uma "igreja" de sucesso.
Veja, é simples “criá-la”.

Você pode chamá-la como bem desejar.

Mas saiba: ela é um "programa" de Religião. E não tem nada a ver com Jesus, embora use o tempo todo o nome Dele como "senha de acesso" à confiabilidade no coração dos “clientes”.

A maior vantagem é que o progrma "roda sozinho", não precisa nem da ajuda de Deus, embora o nome "Dele" seja muito usado. Veja como ela (a máquina) e ele (o programa) funcionam. É simples. Qualquer pode aprender e ensinar. Foi "contruído" para facilitar o uso, tanto do "profissionais", quanto dos "clientes".

1. Usa o Nome de Jesus.
2. Usa todos os símbolos e linguagens religiosas de todas as religiões.
3. Estimula o ajuntamento de riquezas na Terra.
4. Reduz toda calamidade a uma Personificação do mal e de seus agentes.
5. Fala em Deus como quem fala de um Banco de Investimentos.
6. Ensina que Deus faz "novos negócios" com o dinheiro e com a fé quando alguém investe "Nele".
7. Se põe como o Banco Recebedor e o Garantidor das negociações.
8. Denuncia o mal das demais religiões enquanto sutilmente as valida como “realidade” e “verdade”.
9. Cria uma pirâmide de poder onde ascendem somente os que arrecadam mais.
10. Estabelece que nada funciona sem barganha com Deus.
11. Usa os testemunhais como demonstração de sua validade como máquina.
12. Elabora e uniformiza todas as suas ações e padroniza as suas linguagens.
13. Se oferece como Lugar do Poder.
14. Alimenta o povo com as simplificações mágicas como soluções.
15. Não ensina nada além de uma mecânica espiritual.
16. Não permite a criação de vínculos humanos em seu meio.
17. Ensina que a fé não é um dom, é um poder pessoal do homem.
18. Omite que a Graça de Deus exista, existindo apenas o sacrifício que cada um oferece a divindade.
19. Faz a Cruz de Cristo ter apenas valor de Presépio, como um cenário, não como poder libertador.
20. Faz a Ressurreição de Jesus ser apenas uma demonstração de Poder, não o fator garantidor da Graça da salvação.
21. Faz crer que a eternidade não interessa, mas tão somente as coisas do tempo.
22. Faz de conta que Cristo não precisa voltar. Como está, está bom.
23. Dá a impressão que o mundo pode continuar horrível, pois a única coisa que interessa é a “prosperidade” de alguns.
24. Não perde tempo com o papo de "boas obras", mas tão somente grandes contribuições financeiras.
25. O Dinheiro, a Máquina Marketeira e a Política são a sua “unção-upgrade” desse softwear de Religião.
26. Não há soluções fora do Endereço Físico de Deus na Terra: o Templo Maior e suas franquias não virtuais.
27. O "password" é usar o Nome Jesus como "senha" diferencial, mas manter todas as barganhas do medo funcionando.
28. O manual é a Bíblia, embora ela tenha apenas que ser "comprada" como um amuleto, mas não pode ser lida.
29. A oração não é parte da Devoção, mas do poder prático para se executar os desejos conforme o "programa".
30. Não existe devoção pessoal, mas apenas aquela que acontece dentro de uma “corrente” ou uma “campanha”.

E muito mais... Entrevistas com os demônios, intervalos comerciais para os possessos se recomporem, etc...

Quem quiser levantar muito dinheiro e fundar uma Religião “bem-sucedida”, aplique essas técnicas, e certamente “prosperará”.

Caso você não tenha o escrachamento necessário para ir tão longe — questões bobas de pudor que alguns ainda têm —, pode aplicar a mesma “formula” em partes, e de modo mais discreto, mais light, mais ameno. Também funciona. Mas não esqueça: a alma do negócio é a “dependência”, o “poder do medo”, e a “força do dinheiro”; e não esqueça: você precisa dizer que Deus é assim, e que até “Ele” só funciona à base de dinheiro. Sim! você tem que lembrar de dizer que é possível “comprar Deus”.

Esta formula funciona muito bem. Já foi testada inúmeras vezes na História. E no Brasil já demonstrou ser altamente eficaz.

Ah! Ia esquecendo: ela também é muito adequável ao sistema de Pirâmide.

Quem estiver frustrado e desejar acabar com a frustração, use a formula. Ela não decepcionará você.

Se está certo? Pra quem interessa? O certo é o que dá certo! Certo?

Só vejo um pequeno problema: os "donos de franquias" correm o sério risco de num Certo Dia Encontrar o Dono do Nome, e ocorrer o seguinte diálogo: --Franquiados: Em teu Nome realizamos milagres incríveis e muita gente acreditou; exercemos poder profético-autoritativo, e fizemos muitos decretos em Teu Nome; e com os demônios e com as forças das trevas, nós até brincamos, de tão bem que aprendemos a manipulá-las. Nos tornamos o maior “caso de sucesso” na Terra. Tudo em Teu Nome. --Senhor: Eu não sei quem são vocês. O lugar de vocês não é Comigo. Saiam daqui. O Diabo está aguardando. O endereço não é Aqui.

Bem, a escolha é sua!

O sucesso da Terra pode ser a desgraça da eternidade!

Mas lembre-se: a escolha é sua. Você tem o poder!