Siga este blog também

Heresias, heresias, negócios à parte: um desabafo pela saudade de um tempo que não volta mais.


slider_cafe_pastores
Fonte: Site Expocristã

“Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem;
Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo.
Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” – 1 Coríntios 5:9-11

“Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o,
Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado.” – Tito 3:8-11

Houve um tempo em que o que unia as mais diferentes igrejas cristãs era Jesus Cristo. Lembro-me de uma das aulas de catecismo católico, de quando criança. Alguém perguntou quais as religiões que seriam salvas, e o catequista disse que certamente os católicos, os crentes (naquela época acho que não era comum o termo “evangélicos”) e os ortodoxos. Ou seja, doutrinas que possuem grandes diferenças mas que entendem adorar ao mesmo Deus, reconhecendo Cristo como o Filho de Deus enviado à terra para a remissão dos pecados da humanidade.

Aquela era uma época mais poética, religiosamente falando. Os católicos eram católicos e os crentes eram realmente crentes. E esses últimos eram poucos. Lembro-me que havia uma colega de classe cuja família andava sempre com roupas cobrindo boa parte do corpo e andavam muito sérios, sendo referência de integridade. Naquela época, ser crente era ser honesto, era ser acima de qualquer suspeita. E era também um ato de negação, pois realmente negavam os prazeres do mundo, os bailinhos, Raul Seixas e o incipiente rock nacional, pilequinhos e namoros longos (que podiam se tornar algo mais íntimo). Alguns nem assistiam televisão!

igreja batista rol

Não à toa, naquela época poucos eram os que se assumiam crentes ou evangélicos, pois ser crente era ser honesto, íntegro, mas também era ser chato, fora de moda, fora dos padrões. Era ser dedo-duro mesmo sem querer, pois como crente não mentia acabava sendo o escolhido pelos chefes para contar o que realmente acontecia no trabalho. Era ser um dos únicos na sala de aula a não colar naquela prova dificílima. Era ser o idiota que recusava uma grande oportunidade de negócio por não compactuar com a corrupção reinante.

Naquela época eu não era crente. E também os achava uns bobões, uns idiotas, uns fanáticos. Afinal, que mal havia em participar de uma matinê de carnaval ou mesmo em ouvir Mosca na Sopa no último volume?

Mas, se alguém precisasse vender fiado, para um crente venderia sem pestanejar. Eram bobões mas eram corretos em tudo.
O que me parecia beatice de crente hoje entendo como “temor e tremor do Senhor”.
Mas por que estou escrevendo isso?

Hoje, pelo site da Expocristã  descobrimos que a feira de comércio cristão do Apóstolo (?) Agenor Duque estará unida à FLIC, feira literária internacional cristã, que é da parte de grupos tradicionais protestantes. Na verdade, durante a Expocristã (que carinhosamente apelidamos de ExpoMamom) já havia alguns indícios dessa “união”, com estandes de presbiterianos e até da Universidade Mackenzie. E o Rev. Hernandes Dias Lopes dividiu o palco do Café de Pastores da Expocristã com figuras do naipe do tal Agenor Duque e Silas Malafaia.

Se levarmos em conta a absurda diferença doutrinária entre os presbiterianos e os neopentecostais, da qual a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus do Agenor Duque é expoente, essa união é no mínimo chocante. A IAPTD usa praticamente as mesmas estratégias da Igreja Universal do Reino de Deus, e essa última, tempos atrás, foi considerada SEITA pelos presbiterianos.

Está certo. O tal Agenor Duque não faz Fogueira Santa. Mas faz Campanha do Óleo Jeová Jireh e Portas Abertas e Vale do Sal e qualquer outra que sirva de desculpa para receber ofertas específicas, amaldiçoa os inimigos, usa técnicas de hipnose simulando milagres, faz profecias que se mostram enganos com o passar do tempo, enfia a mão no vinho da Santa Ceia para abençoá-lo, usa coroa de Rei Momo e senta em trono dourado, sua esposa dá os pés para os fiéis tocarem em troca de ofertas, dão total e irrestrita ênfase à diabólica Teologia da Prosperidade. Para virar uma IURD (da qual o Agenor Duque é oriundo e de onde aprendeu as técnicas que usa agora em sua igreja, e na qual não precisa dividir as “bênçãos” com o Edir Macedo) só está faltando construir um segundo Templo de Salomão (neste blog e na Internet há muitos artigos denunciando todas essas práticas infelizes).


Assim, se os presbiterianos precisam rebatizar quem vem da IURD e da Mundial do Poder de Deus, também deveriam rebatizar quem vem da IAPTD. E claro, NÃO DEVERIAM SE ASSOCIAR COM UM LÍDER DE UMA SEITA.

Mas são novos os tempos! Hoje crente não é mais crente, é evangélico. Hoje crente, ou melhor, evangélico, pode e deve se envolver com todos os prazeres do mundo. Pode mentir (sempre por um bom motivo, claro!), pode roubar (pois vivemos na Graça e Deus perdoa), pode matar (valoriza o testemunho de arrependimento), pode trair e coçar, só não pode ser homossexual (porque este é o único pecado que as igrejas realmente levam em consideração caso o fiel não seja um grande dizimista).

Heresias, heresias, negócios à parte. A “lojinha” (seja tradicional, seja neopentecostal) precisa continuar vendendo – e bem.

E assim, vemos igrejas de vertente tradicional ajudando igrejas pseudo-cristãs em sua falsa pregação do Evangelho. Quanto mais lucros, mais espaço na mídia e mais templos para enganar ainda mais pessoas.

Como diria alguém: tá serto.

Só que não.

Fora isso, embora seja lugar-comum, precisamos nos lembrar que estamos em ano eleitoral, onde os negócios com o Sagrado prevalecem em troca de poderio humano. Nesta semana tivemos o presidente Michel Temer conversando com alguns líderes de grandes ministérios e lhes “pedindo oração”, ou seja, negociando o apoio deles à famigerada Reforma da Previdência (que prejudicará os mais humildes, não os que, como o presidente, recebem fortunas de aposentadoria). E como esses grandes líderes não têm aliança com Deus, mas sim com seus próprios interesses, deixarão de defender os humildes para apoiar o desejo dos poderosos.

michel-temer-bancada-evangelica-oracao-e1463752608834

É que os tempos são outros. Crente não é mais crente, é evangélico. E quem gosta de pobre é sarjeta, o bom mesmo é comer o melhor desta terra (mesmo que à custa das necessidades dos outros).
Heresias, heresias, negócios à parte.
Será que um dia voltaremos a ser crentes em Cristo? Daqueles livres das amarras da religiosidade, daqueles que podem denunciar o mal, o pecado e todo o tipo de corrupção sem temer que doa em nosso bolso ou que haja diminuição no faturamento?

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

Desmistificando Filipenses 1:18

Um amigo no Facebook usou Filipenses 1:18 para justificar o evangelho gospel, o show gospel e o festival gospel na Globo.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.

Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de meios mundanos, escusos, de alianças com ímpios e de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com “cristãos” anunciando o Evangelho por motivos escusos, em busca de poder, popularidade e dinheiro, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações” (1Ti 1:5-7).

“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Ti 6:3-5).

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar esta banalização pública do Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto. 

Malafaia abre filial da sua empreja na capital do capital






Hoje o (im)Pastor Silas Malafaia está todo radiante. Afinal, é o dia da inauguração do "templo provisório" da sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) na cidade de São Paulo. Disse ser um templo provisório, pois já tem o terreno e o projeto para a construção de uma catedral para até 9 mil fiéis. No templo provisório, localizado em frente ao Shopping Mooca Plaza, a capacidade é de 4 mil pessoas.
Inteligente a estratégia de empreendedorismo gospel do Malafaia na capital financeira do país. Primeiro, abre uma grande igreja num ponto de relativo fácil acesso (estação de trem, tendo como ponto de referência um shopping). Como a cada culto suporta 4 mil pessoas e deverão ser em média uns 6 cultos semanais (tendo como referência a programação do templo no Rio de Janeiro), imagina-se uma grande arrecadação semanal na forma de dízimos e ofertas.
E essa arrecadação tende a ser bastante agressiva. Afinal, existe um terreno (que se dirá que precisa ser pago), um grande projeto de catedral gospel (que precisa ser viabilizado, para aumentar o número de frequentadores de 4 para 9 mil a cada culto), fora, obviamente, o valor do aluguel e das despesas do templo provisório e, claro, ajuda para o pagamento dos programas de televisão.
Só a título de curiosidade, a catedral malafaiana carioca custou a bagatela de 30 milhões de reais. Quanto custará a catedral paulistana?
Não importa. O que importa é que o empresário de visão vai para onde o dinheiro está. Apesar da crise, é em São Paulo que circula boa parte do dinheiro do país. E um dia a crise vai embora (segundo alguns economistas, haverá melhoras a partir de 2018).
Mas existem dois setores que não sofrem (ou sofrem muito pouco) com a crise: o setor bancário e o mercado da fé. Esse segundo, ainda por cima costuma dar um pequeno prejuízo para o primeiro. Explico:
Na Teologia da Prosperidade, na qual o "deus" dá retorno ao fiel proporcionalmente ao que dele recebe na forma de ofertas e dízimos entregues à instituição religiosa, a ideia é dar o máximo possível para receber no futuro esse máximo multiplicado 10, 20, 100 vezes mais. Em nenhum lugar do mundo os bancos oferecem lucratividade tão alta em tão curto espaço de tempo (os impastores costumam propagar a bênção em uma semana, um mês, um ano quando muito). Assim, qualquer um que tenha noções mínimas de matemática (e nenhuma noção do que Jesus Cristo realmente ensinou) entende que é mais lucrativo tirar o dinheiro da poupança e aplicá-lo no poço sem fundo das igrejas da prosperidade. Como, em meio a uma multidão de fiéis, estatisticamente alguns realmente ficarão prósperos (com ou sem dízimo), esses alguns se tornam testemunhos poderosos de que o negócio com o Sagrado realmente funciona. E assim, líderes religiosos inescrupulosos conseguem manter seus impérios apesar de quaisquer crises.
Eu mesma sei de várias pessoas que retiraram todo o dinheiro de suas aplicações financeiras para transferi-los para contas de igrejas que seguem a diabólica Teologia da Prosperidade. Infelizmente, por mais que se tente demovê-las, isso não é possível. A lavagem cerebral feita nessas igrejas é tão grande a ponto dos fiéis acharem que serão castigados caso desobedeçam às ordens do seu (im)pastor. Como exemplo, um triste caso contado no Facebook, no qual uma senhora carregava a culpa da morte de seu filho por não ter dizimado no mês em que ele coincidentemente morreu.
Mas voltemos ao empresário gospel e mercador da fé, o (im)Pastor Silas Malafaia. Aberta a filial provisória da sua empreja, a meta inicial será convencer os fiéis de que precisam ajudar - e muito! - financeiramente para o pagamento do templo provisório, dos programas de tevê e para a construção do megatemplo oficial. E dá-lhe campanha financeira, pregações de autoajuda gospel, venda de bênçãos em troca de grandes ofertas, enfim, tudo aquilo que ele já faz há tempos.
E Evangelho de Jesus Cristo que é bom...
E, uma vez realizado o projeto do megatemplo, São Paulo terá mais uma grande catedral linda e imponente, cheia de pompa e circunstância, pronta para concorrer com o Templo de Salomão, com a Cidade Mundial e com tantas outras catedrais que, de Jesus Cristo, Aquele que é manso e humilde de coração, não têm nada.
Estão mais para antros de adoração a Baal e a Mamom, pois ensinam a adorar a si próprio, a ser maior e melhor do que os outros e a amontoar tesouros nessa terra que jaz no maligno.
Como empresário da fé, Malafaia está é muito certo. Está investindo na cidade onde pode ganhar muito dinheiro. Investindo é modo de dizer, pois o dinheiro virá dos fiéis, totalmente livre de impostos e deduções. E no final, o megatemplo luxuoso não pertencerá a Deus ou aos fiéis. Pertencerá à Malafaia e sua família, embora conste o nome de ADVEC como proprietária. Ou alguém acha que os feudos saem das mãos de seus donos? Hoje o presidente da ADVEC é Malafaia, amanhã será o Malafaia Júnior, depois o filho do Júnior, e assim por diante. Mas quem investiu - e muito! - continuará de campanha em campanha, esperando uma prosperidade financeira que só os líderes religiosos, com seus argumentos sem qualquer escrúpulo religioso, conseguem obter.
Aqui cabe um adendo: anos atrás a Revista Forbes nomeou Malafaia como um dos 3 pastores mais ricos do Brasil, com uma fortuna estimada em 150 milhões de dólares. Malafaia está processando a revista, afinal alega que esses milhões não são dele, estão em nome da ADVEC. Está tudo claro ou preciso desenhar?
Se, como empresário, Malafaia está certo, como Pastor Malafaia está no caminho errado. Espiritualidade, santidade, fé, temor a Deus não se mede pelo tamanho ou luxo do templo. As Escrituras nos ensinam, ao contrário, que o Templo do Espírito Santo somos nós, eu, você, o pobre, a viúva, o doente, o necessitado. Nesses templos é que a verdadeira Igreja investe seus recursos.
Os valores do mundo são o mais e o melhor. Os valores de Deus, o menos e o menor, para que ninguém Lhe roube a glória. Jesus morreu em nosso lugar não para que nos assentássemos em poltronas de couro e debaixo de potente ar condicionado, mas para que fôssemos salvos apesar de sermos pecadores. Muitos enriquecemos líderes religiosos e suas instituições pela ganância do recebimento da bênção cem vezes mais, mas somos incapazes de ajudar um parente ou conhecido que passa, nesses tempos de crise, por grave situação financeira. Na igreja, temos a promessa de multiplicação aqui e agora. Mas ajudar ao pobre, em que serei retribuído?
Infelizmente, só temos sido ensinados a juntar tesouros na terra, e Malafaia é um desses professores. Ah, se juntássemos tesouros nos céus!
Termino com um longo vídeo (mas que vale muito a pena ser visto), de uma pregação do (im)Pastor Silas Malafaia, na qual anos atrás ele desafiou os críticos de seus ensinos a mostrar onde estava a heresia. Confesso que foi muito fácil, pois Malafaia não prega em prol do Reino, mas em prol de si mesmo.

Trump derrota a belicista Hillary pró-aborto e é o novo presidente dos Estados Unidos

Trump venceu, não só uma eleição. Ele derrotou Hillary Clinton, uma das militantes abortistas mais poderosas do mundo. Ele derrotou poderosas mídias e especialistas, que claramente queriam que ele perdesse. Ele derrotou várias elites, especialmente neocons, que controlam tanto o Partido Republicano quanto o Partido Democrático. Agora ele é oficialmente Presidente Donald Trump.

                                          Donald Trump 

Julian Assange, fundador do WikiLeaks disse sobre Trump que “todas as elites se afastaram dele. Trump não tem uma única elite com ele, talvez com exceção dos evangélicos, se é que dá para chamá-los de elite. Os bancos, os serviços de espionagem, as empresas bélicas, os financistas externos, etc., estão todos unidos em apoio de Hillary Clinton. E os meios de comunicação também. Os donos dos meios de comunicação e os jornalistas.”

De acordo com Assange, os evangélicos foram a única “elite” que apoiou Trump. Sou evangélico. Não sou americano, mas o que espero de Trump, principalmente de sua política externa?

Hillary criou o ISIS, que vem torturando, estuprando e massacrando cristãos no Oriente Médio. Além disso, ela estava em guerra com os valores cristãos, com o movimento pró-vida e pró-família e com a Rússia, que é mais conservadora hoje.

Hillary manteria diálogo apenas com abortistas, homossexualistas e islamistas. Como sei? Obama sempre manteve esse tipo de diálogo unilateral e usou o governo dos EUA como máquina bestial para propagar e impor o aborto e a agenda homossexual no mundo inteiro. Hillary certamente faria a mesma coisa.

Com Trump esperamos coisas melhores.

Esperamos que ele impeça o governo dos EUA de ser usado como máquina para propagar e impor o aborto e a agenda homossexual no mundo inteiro.

Esperamos que Trump consiga cumprir suas promessas e continue seu confronto com os neocons, que têm sangue cristão em suas mãos por meio de suas intromissões belicistas no Iraque, Líbia, Síria e Ucrânia. Os neocons precisam ser detidos.

Em sua campanha, Trump manteve contatos íntimos com evangélicos e com o movimento pró-vida e pró-família. Em sua presidência, esperamos que ele aumente esses canais de comunicação.

Em sua campanha, Trump confrontou os neocons por causa do Iraque, Líbia, Síria e Ucrânia. Em sua presidência, esperamos que ele reforce esse confronto necessário.

Em sua campanha, Trump ficou contra Hillary e os neocons que estavam demonizando a Rússia e louvando o islamismo. Em sua presidência, esperamos que ele cumpra suas promessas sobre parceria com a Rússia e aprove medidas que proíbam o dilúvio de imigração islâmica aos EUA. Esperamos também que ele cumpra sua promessa de dar preferência para refugiados cristãos oprimidos, que são as principais vítimas da violência islâmica.

A ideia de Trump de parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico foi a proposta mais politicamente incorreta da moderna história dos EUA, pois a intenção dos neocons e da Hillary era exatamente oposta: uma parceria com o terrorismo islâmico contra a Rússia.

Que a “elite” evangélica, que ficou com Trump para sua vitória eleitoral, continue com ele para vitórias contra os neocons e seu expansionismo belicista que derrama sangue cristão no mundo inteiro.

Malafaia vendendo bênção em troca de ofertas a 16 dias da comemoração da Reforma Protestante



No dia 15 de outubro, o (im)Pastor Silas Malafaia colocou no ar uma palavra profética, digo, patética, na qual mais uma vez se utiliza dos argumentos de seus gurus americanos Morris Cerullo e Mike Murdock: que o deus deles dará riquezas e multiplicará sobremaneira o valor que os ofertantes enviarem a seu ministério. Seria mais do mesmo, não fosse a data da profetada: faltando 16 dias para a comemoração do Dia da Reforma Protestante.
Pena que não moro no Rio de Janeiro. Se morasse, amanhã mesmo estaria na frente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja do (im)Pastor Malafaia, fazendo uma enquete entre os fiéis: o que se comemora no dia 31 de outubro? O que foi a Reforma Protestante? E o que os evangélicos têm a ver com o movimento protestante?
Sinceramente, não me espantaria de respostas como: dia 31/10 é o Dia das Bruxas, Reforma Protestante eu aprendi na escola, mas faz muitos anos e já esqueci, e esse negócio de protestante é coisa de esquerdista.
E por que acho isso?
Porque alguém que conhece o movimento reformador e conhece as essências do Evangelho jamais cairia na lábia de (im)pastores como o próprio Malafaia.
Na palavra patética proferida, Malafaia afirma que ela vem de "deus". Segundo o contato que teve com "ele" (imagino que via celular, pois a mensagem veio tão truncada que nela não se reconhece nada do Evangelho de Cristo), Malafaia traz a instrução de que quem ofertar quantias preestabelecidas receberá bênçãos também preestabelecidas.
São cinco modalidades de ofertas e suas consequentes bênçãos, a seguir:
É interessante que, quando cita a oferta de qualquer valor, o (im)Pastor faz questão de grifar várias vezes que ela tem que ser uma "oferta de sacrifício", a oferta do "melhor", ou seja, se for dar menos que mil reais, o fiel tem que dar o máximo que puder para valer a pena.
Mas Malafaia tenta ser bonzinho. Ele diz que aceita qualquer oferta porque quer que todo o mundo receba a bênção. E a bênção é para quem dá dinheiro para o SEU ministério. Se o fiel resolver ofertar em missões na Nigéria, infelizmente a mandinga gospel não vai funcionar.
E agora é para rir (ou chorar ainda mais):
Para dar exemplo, Malafaia diz em certa parte do vídeo que se uma pessoa tiver como "o melhor" dez reais, então pode ofertar dez reais e participar da tal "palavra patética". E como só acredito vendo, fui lá no site do Vitória em Cristo simular uma oferta de dez reais. Olha só o que aconteceu:
Não consegui ofertar os dez reais exemplificados pelo Malafaia porque o site só aceita oferta mínima de R$ 12,00!
Ê, Malafaia...
Mas enfim, isso foi só algo hilário. Agora vamos ao mais triste e abominável. Malafaia não apenas troca bênçãos por ofertas (e isso na minha terra se chama COMÉRCIO) como também promete orar por 30 dias pelo ofertante. E grifa, no final do vídeo, que vai orar "é lógico, se você efetuar sua oferta".
Nessa "palavra patética", como visto no quadro acima, o (im)pastor foi informado pelo deus dele que seria um número limitado de ofertantes para cada modalidade financeira: 7 com mais de dez mil, 10 com 10 mil, 12 acima de cinco mil e assim por diante. Esse negócio de estipular um número de ofertantes que receberão a bênção é uma estratégia bem antiga, pois dá a entender que realmente Deus falou com o profeta, dando até o número exato de pessoas que serão agraciadas. Porém, não há nenhuma forma de averiguar o número de ofertantes. Mas como Deus (o verdadeiro) não deixa que nada fique em oculto, o (im)Pastor Silas Malafaia, num ato falho de vaidade, abriu o jogo do que acontece numa reportagem de 2011 na Revista Piauí. Nessa época, Morris Cerullo havia ido ao seu programa e profetizado que 12 pessoas ofertariam R$ 10.011,00 e que, por isso, receberiam bênçãos financeiras acima da média, além de receberem oração do próprio Cerullo. Porém, você sabe quantas pessoas realmente ofertaram R$ 10.011,00 para o Malafaia?
(Último parágrafo)...[Malafaia] Terminou a conversa revelando o resultado dos pedidos de oferta. Em menos de dez dias, 145 pessoas haviam doado os 10 011 reais e outras 2 mil, os 911 reais. “Alguma compensação eles devem ter, não acha?”, perguntou.
Malafaia não devolveu o dinheiro de quem ofertou acima dos 12 profetizados por Cerullo. E nem pediu nos programas seguintes que deixassem de ofertar tal quantia, ao contrário, reprisou o programa várias vezes para que mais pessoas tivessem acesso e aumentasse a arrecadação. Lobos devoradores!!!
E o mesmo, acredite, acontecerá com a tal "palavra patética" de hoje. Somando os ofertantes citados pelo deus malafaiano, dá menos que 10% dos fiéis apenas de sua igreja-sede (fora todas as igrejas que possui em todo o Brasil). Assim, nem precisaria levar essa mensagem à tevê para alcançar os valores designados pseudo divinamente.
Porém, o objetivo é arrecadar. Os números de ofertantes citados é para tentar esconder a ganância por trás do negócio em nome do Sagrado.
E pensar que estamos para completar, daqui a poucos dias, 499 anos do dia em que Martinho Lutero afixou suas teses na porta da Catedral de Westminster (alguns historiadores relatam que as teses foram enviadas diretamente ao Papa Leão X). E isso porque, naquela época, a Igreja cristã oficial estava trocando o perdão de pecados por ofertas (a venda de indulgências, que em nada se diferenciam à venda de bênçãos praticada nos dias atuais por uma parcela das igrejas evangélicas). Homens e mulheres sofreram grandes perseguições, torturas e mortes dolorosas por não aceitarem que o Sagrado fosse uma mercadoria a ser comercializada.
E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas.
E não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo.
E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões.
E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina.
Marcos 11:15-18
Como é triste e assombroso ver que, séculos depois, voltamos ao que havia de pior no Cristianismo. O inimigo continua semeando o joio em meio ao trigo, não apenas no mundo, mas dentro das igrejas também.
E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.
Mateus 10:7,8
Deus não precisa do meu e do seu dinheiro. Deus provê a todos, conforme Sua vontade. Porém, nós nos alegramos em ofertar voluntariamente em prol dos irmãos mais necessitados e para o sustento da Igreja na terra. Essa oferta é de coração, sem exigir nada em troca, por amor, pois Ele nos amou primeiro e tudo nos dá sem que mereçamos. O inimigo de nossas vidas é que tem ganância, avareza, ódio, e por isso não consegue entender que alguém doe sem esperar nada em troca.
O exercício do amor incondicional, seja através de quaisquer atos ou mesmo de doações, para o inimigo de nossas almas é uma prática de "trouxas". Os "ixpertos" são aqueles que dão sim, mas sabendo que receberão muito mais em troca, no "jeitinho brasileiro" gospel.
O verdadeiro ato de amor incomoda as trevas, que tentam ridicularizar os que verdadeiramente seguem a Cristo.
Que possamos acordar para a realidade e as essências do Evangelho. E que os comerciantes pós-modernos da fé se arrependam enquanto há tempo.


Algumas palavras sobre Eduardo Cunha



Charge do Aroeira
Charge do Aroeira
Eduardo Cunha fazendo acordo com o governo. Se o governo ajudar a livrá-lo na Comissão de Ética da Câmara, Cunha barra os pedidos de impeachment contra Dilma.
De Dilma e sua patota (PMDB e até PSDB e afins) nada a declarar. Eles estão aí para fazer isso mesmo: se autobeneficiar.
Mas e de Cunha?
De Eduardo Cunha eu tenho que declarar.
Eduardo Cunha é evangélico. Isso significa que um dia, lá no passado, alguém lhe disse palavras de salvação e ele se moveu em direção a Cristo. Foi batizado, aceitando oficialmente que Deus lhe mudasse a vida, o caráter. Passou a frequentar constantemente a cultos, ou seja, passou a ouvir pregações sobre Jesus Cristo.
Isso tudo em tese.
Aparentemente, não houve mudança de caráter. E, se houve, deve ter sido para pior, a ponto de o vermos envolvido em corrupção, com dinheiro em contas na Suíça, dinheiro esse surrupiado de hospitais, escolas, programas sociais, gastos com segurança, transporte, moradia. Dinheiro meu e seu.
Mas como isso é possível? A Palavra de Deus não tem mais poder?
Ela sempre terá poder. Mas a Palavra. Não o que tem sido "pregado" em muitos púlpitos.
Será que Eduardo Cunha ouviu a Palavra de Deus, mas mesmo assim preferiu as benesses que o mundo lhe oferecia? Ou será que ele ouviu uma palavra disfarçada, com meias verdades, onde até se cita Jesus mas tem sua essência distante do que o Mestre ensinou?
Ou seja, não apenas as mãos de Cunha estão sujas. As de quem lhe pregou um falso evangelho também estão. E serão julgados com maior rigor naquele dia.
Enquanto vemos mais um evangélico envolvido em escândalos de roubo e corrupção, vemos também o Santo Nome de Deus sendo achincalhado. O mundo usa o exemplo de Cunha para mostrar que Deus não tem todo esse poder, já que não consegue sequer mudar os que dizem que O segue.
Mas Deus tem sim poder. É o Único poder verdadeiro. E esse poder Ele manifesta em poucos e pequenos, naqueles que o mundo não faz questão de estender seus holofotes. Se os estendesse, teria que admitir que Deus, hoje, ainda transforma verdadeiramente corações e mentes.
Que possamos, em nossas vidas, demonstrar o poder de Deus. Chega de escândalos com Seu Santo nome.

CURSO VIDA EMOCIONAL - VÍDEO PROMOCIONAL



Existem milhares de pessoas sofrendo de depressão no mundo todo. Recentemente um ator comediante famoso matou-se deixando o mundo do humor perplexo. Como pode, um homem que dedicou sua vida a fazer pessoas rirem e acabar assim?
Muitos neste momento estão rindo, contando alguma piada ou simplesmente vivendo sua vida comum de todos os dias. Mas, todavia, há uma tristeza que lateja teimosa em sua alma dando-lhes uma profunda dor indescritível e solitária. Na sua avaliação particular ninguém está hábito para ajudá-lo (a) e por isso não busca ajuda. Gostaria de poder lhe encontrar neste momento para dizer-lhe que me importo com você. Que você não está sozinho (a) e que tem alguém, em algum lugar, aqui no caso, que se importa com você, que entende a sua dor ainda que não a conheça particularmente. Talvez alguém já tenha dito que "Deus tem um plano na sua vida". Mas, é bem provável, que não disseram que plano é este. Não se preocupe, elas também não sabem. Porque por certo esta frase se tornou apenas um mero chavão para os que não pensam ou, no máximo, uma tentativa de explicar o que não estão despostos a ouvirem. Mas eu quero lhe dizer que existe um plano sim. E este plano é bem simples: o que Deus quer de você é que você viva em bondade, importando-se com os outros, com misericórdia, com o coração piedoso, vivendo uma fé simples no Cristo da cruz, em obediência a Ele (sem religiosismo), numa vida simples, TENDO OU NÃO bens ou dinheiro. Se assim acontecer, o resto não importa tanto assim. ESTE É O PLANO. A depressão é uma inimiga a ser vencida. Creia em Deus de forma singela e busque-O de todo o coração, porque Ele entende de dor, sejam elas quais forem.
Quero fazer minha parte. Estou lhe disponibilizando no meu site (www.vemviver.net.br) GRATUITAMENTE palestras inteiras, sobre DEPRESSÃO e SÍNDROME DO PÃNICO, além dos vídeos promocionais a partir do dia 25.08.2015. Lembre-se: NÃO DESISTA DE SI MESMO (A).



Enquanto o Brasil discute o arco-íris do Facebook, lideranças gospel se tornam cidadãos de uma casta superior by Estrangeira

Nesse final de semana não se fala de outra coisa. Por conta da legalização do casamento entre homossexuais nos EUA (coisa que já foi aprovada no Brasil há uns 4 anos), o Facebook criou um filtro que pinta as fotos dos perfis com as cores do arco-íris (símbolo da militância gay). Assim, muitos tingiram seus perfis e começou-se uma discussão. Os cristãos deveriam pintar seus perfis, apoiando a causa? Quem não pintou o perfil é homofóbico? Deveria-se pintar o perfil por uma lei dos EUA, que já vigora no Brasil há anos? Deveria-se defender causas mais importantes, como o fim da miséria e da fome?
E não sobraram acusações de todos os lados.
Porém, no oculto, na surdina, por debaixo dos panos, como é próprio daqueles que fazem algo que não é lá muito certo, foi aprovada nesta mesma semana uma Medida Provisória que transforma alguns brasileiros mais brasileiros que os outros.
E quem são esses brasileiros? Os líderes religiosos, com gigantesco destaque para os líderes evangélicos, principais - e talvez os únicos - beneficiados com a MP 668.
Mas do que trata tal MP?
Segundo sua ementa, "Altera a Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, para elevar alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP- Importação e da COFINS-Importação, e dá outras providências."
Ou seja, em tese nada a ver com os líderes evangélicos. Porém, na parte de "outras providências", foram inseridas medidas de outros assuntos, que na linguagem legislativa chamam de "jabuti". Uma dessas medidas é a isenção de impostos para o salário dos pastores.
irSegundo o jornalista Luis Nassif,
"[...] a manobra de Cunha para agradar a bancada evangélica e líderes religiosos como R.R. Soares e Silas Malafaia pode garantir a anulação de autuações fiscais que extrapolam R$ 300 milhões.
"Esse 'jabuti' - nome dado a temas estranhos inseridos em MPs - aumenta a isenção fiscal de profissionais da fé, ao livrar da cobrança de impostos as chamadas 'comissões' que líderes religiosos ganham por arrebanhar fieis ou recolher mais dízimos", publicou a Folha.
Na prática, funciona assim: um líder religioso (um pastor, por exemplo) pode receber um salário mínimo oficialmente e continuar pagando contribuição previdenciária e imposto de renda sobre essa remuneração. À parte, por causa de seu desempenho, ele pode receber uma comissão - "ajuda de custo" para moradia, transporte, educação - da ordem de R$ 100 mil, por exemplo, sem que esse valor seja tributado.
De acordo com o jornal, muitos dos casos de sonegação religiosa são de pastores que se enquadram nessa situação de receber um salário modesto e receber por fora uma comissão a título de ajuda de custo, atrelada ao seu desempenho "em angariar fieis".
Atualmente, essas "comissões", na visão da Receita Fiscal, não configuram ajuda para subsistência e, por isso, os religiosos que não prestam contas passaram a ser atuados.
"O jabuti colocado na MP amplia o conceito de ajuda de custo ao dizer que as condições descritas na lei atual são 'exemplificativas' e não 'taxativas'. Ou seja, o dinheiro não precisa ser exclusivamente para subsistência e pode ser vinculado ao desempenho do pastor", explicou a Folha. " [grifo nosso]
Ou seja, se você é vendedor de roupas e ganhar boas comissões por conta de suas vendas, sobre elas incidirá Imposto de Renda. Porém, se você é um vendedor de promessas bíblicas, não incidirá IR sobre as comissões por seu desempenho na arrecadação de dízimos e ofertas.
Ou, em outras palavras, os líderes religiosos, a partir de agora, são cidadãos diferenciados. Basta dizer que os milhões são comissão pelo trabalho na igreja e está tudo bem.
ir3Intriga sobremaneira uma MP com esse teor, que foi transformada na Lei Ordinária 13137/2015 após a aprovação da Presidente Dilma, passe num momento como o atual, onde passamos por grave crise econômica, com sucessivos aumentos nas contas de consumo, inflação mascarada mas galopante, aumento do desemprego e das taxas de juros bancários, além da ameça de terceirização ampla e irrestrita. Quando mais o governo precisa arrecadar para equilibrar suas contas, dá-se um tiro no pé desprezando a (grande!) arrecadação oriunda do "salário" de líderes religiosos.
Agora é possível entender - bem na prática! - a real função das Marchas para Jesus, por exemplo. Essas marchas tem servido, ano após ano, para demonstrar a grande quantidade de evangélicos fiéis cegamente às suas lideranças, e isso assusta a qualquer um. As eleições mostram que os candidatos indicados por lideranças gospel quase sempre vencem, graças aos votos dos cegos fiéis. A própria Rede Globo sentiu o baque este ano, quando viu sua novela das nove Babilônia ter, num dia, menos audiência que Malhação, por conta também do boicote organizado por líderes evangélicos.
Embora estejamos num Estado laico, o poderio e influência dos líderes evangélicos é capaz de muitas coisas. Até de se colocarem acima dos demais trabalhadores. Deus não faz acepção de pessoas, mas os líderes religiosos o fazem, principalmente a seu favor.
O mais triste de tudo é que praticamente não há, até o momento, vozes contrárias a isso. E sabe por quê? Porque tal projeto beneficia os Malafaias, os Edir Macedos, os R. R. Soares, os Valdemiros, os Hernandes, os Terra Novas, mas também beneficia qualquer pastor de qualquer denominação. Inclusive os que dizem pregar um Evangelho bíblico.
Assim, embora seja uma lei imoral, antiética, é uma lei. E já que é uma lei, vamos todos nos beneficiar dela.
Triste, muito triste, pois prova que, quando nos interessa, todos somos sujeitos a aderir ao "jeitinho" para nos dar bem. Porém...
"E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas?
Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?
Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos.
Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti." - Mateus 17:24-27
"E, observando-o, mandaram espias, que se fingissem justos, para o apanharem nalguma palavra, e o entregarem à jurisdição e poder do presidente.
E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente, e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas com verdade o caminho de Deus.
É-nos lícito dar tributo a César ou não?
E, entendendo ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais?
Mostrai-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César.
Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se." - Lucas 20:20-26

Marcha supostamente para Jesus em São Paulo!


No final, o que a Marcha deixou para a sociedade? Apenas a imagem de um evento com intenções políticas e de manipulação de massas (tinha até gente pedindo intervenção militar!!!).
Lembro-me de, pequeno, participar das procissões de Corpus Christ - a Marcha para Jesus dos católicos. Quanta diferença!!! Andávamos pelas ruas da cidade orando e entoando pequenos cânticos. Os padres, bispos, andavam junto à multidão, não havendo diferenciação entre as pessoas. Está certo que a oração era do tipo vã, repetitiva. Está certo que carregávamos andores com imagens de santos, quando o único intermediário entre Deus e os homens é Jesus Cristo. Porém, sinto muitas saudades do clima de contrição, arrependimento, busca de Deus sem interesses de participação em $hows, discursos políticos, pregações de vitórias baseadas na riqueza dos crentes (em detrimento do resto da sociedade).
Já pensou se a Marcha para Jesus fosse assim: sem $hows, sem espetáculos humanos, apenas orando e pedindo perdão a Deus por nossa iniquidade? Mas aí não haveria milhares marchando. Se nem reunião de oração as igrejas conseguem lotar...
O fato é que há muitos cristãos sinceros. Mas há muito mais crentes convencidos de que são salvos, conquanto que tenha show do Thalles no evento. Mas a culpa não é só deles: o evangelho que lhes foi apresentado pretendia agradar aos homens, não a Deus.

Que possamos pregar - até para nós mesmos - as verdades do Evangelho de Jesus. Pois é conhecendo a Verdade que seremos libertos.

Malafaia pede boicote a O Boticário: contradições de um adorador da lei de Gerson gospel



malafaiaSegundo a Lei de Gerson, "o importante é levar vantagem em tudo". Guarde isso.
Essa semana, só para variar, o (im)pastor Silas Malafaia resolveu fazer mais uma declaração polêmica. Desta vez, conclamou os evangélicos a boicotarem a perfumaria O Boticário, pois em seu comercial do Dia dos Namorados apresenta casais hétero e homossexuais trocando presentes.
Porém, os homossexuais não podem usar perfume? Ou comprar roupas? Ou assistir televisão? Mas pagar impostos eles podem, ou melhor, devem, né?
Mas vamos avaliar as (muitas!) contradições do Malafaia... Ele pede o boicote a O Boticário, mas:
- pede aos líderes evangélicos que acabem com o boicote à novela Babilônia, que apresentava casais homossexuais;
- apóia descaradamente Eduardo Paes, cuja prefeitura veiculou um vídeo no Youtube mostrando o Rio de Janeiro como capital do turismo gay.
Ué, mas por que o (im)pastor faria isso?
No caso da quebra do boicote à novela Babilônia, dias depois o Malafaia foi convidado a protagonizar um debate no programa global Na Moral. E no dia 30/5 teve até entrevista sua durante "sua" Marcha para Jesus veiculada no Jornal Nacional, o principal noticiário da emissora do Plin-Plin.
No caso da "cegueira" em relação do vídeo durante o mandato do prefeito Eduardo Paes, a razão também foi forte: Paes apoiava - inclusive financeiramente - a Marcha para Jesus no Rio, o que proporcionou que tal evento crescesse em tamanho, chegando a rivalizar com a Marcha de São Paulo dos Hernandes.
E, no caso de O Boticário, tal empresa não fez nada "de favor" para o (im)pastor Malafaia.
Tudo fica muito claro, não?
Não, não é a neta do Jabes. É sua nova esposa, pois a moda gospel é trocar 60 por 30.
Não, não é a neta do Jabes. É sua nova esposa, pois a moda gospel é trocar 60 por 30.
E, falando em contradições, Malafaia é cheio delas. No passado, pregava contra a Teologia da Prosperidade. Atualmente é um dos seus expoentes no Brasil. No passado, achincalhou o Caio Fábio por ter se divorciado e se casado com uma mulher mais nova. Agora, tira até foto com Jabes de Alencar e sua nova - literalmente - esposa.
"Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a dureza da lei" (Bíblia da Prosperidade - Salafrarias 1.71).
Enfim, segundo a Lei de Gerson o importante é levar vantagem em tudo. E nisso o Malafaia é craque. Não à toa disse, durante a abertura de uma feira de negócios evangélicos: "Tudo isso é business".
Sim, para o (im)pastor tudo são negócios. E por isso fica aqui uma dica para O Boticário: ofereça ao Malafaia a venda - com boa comissão, é claro - dos perfumes nas revistinhas "avon gospel" do (im)pastor. Aposto e ganho que em 5 minutos ele solta outra declaração, considerando os produtos O Boticário ungidos o suficiente para serem consumidos pelo público gospel.
Afinal, o importante é tirar vantagem em tudo. Inclusive em cima dos homossexuais.