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Lembram do McGyver?

Lembram do McGyver? Aquele cara meio-espião que usava bugigangas para sair das situações mais sinistras e escalafobéticas? O cara era sinistro: bastava um prestobarba usado, uma fita crep e uma caixa de fósforo pra ele explodir um galpão e mandar um monte de terroristas para o inferno. Eu era criança quando passava McGyver na TV, mas ficava indignado com as invenções do cara. Eu tentava repetir os experimentos em casa, mas comigo não funcionava. As invenções do McGyver eram pura cascata!

Acontece que tem muito pastor McGyver no meio dos crentes. Os caras pegam as giringonças mais improvavéis, os patuás mais sem sentido, e querem fazer a gente acreditar que aquela porcaria funciona. Puro comércio; fazem um tremendo estardalhaço pra meter a mão no bolso da gente. Hipócritas, desgraçados, filhos do cão!

Cansei dessa bandidagem com nome de religião. Nunca falei tão sério! Estou cansado de ver a minha classe levar pancada por causa desses safados que pervertem o evangelho em picaretagem. Estou cheio de ver gente me olhando torto, com desconfiança, cada vez que digo que sou pastor. Que trabalho pode ser tão honroso quanto ser um pastor? Mas hoje em dia, a insígnia virou sinônimo de safado, de picareta, de ladrão. E a culpa? É desses demônios em forma de gente. Desses pilantras que estou prestes a entregar para Satanás, para que se arrependam.

Acham que eu estou sendo radical? Jesus o era. Paulo também. E o evangelho que eu prego, aprendi com eles! Saca só o arsenal de bobagens que esse filho do inferno comercializa, e me diz se não é de embrulhar o estômago?

Crentes do meu querido Brasil: leiam a Bíblia! Parem de assistir Valdemiro, Feliciano, Malafaia e RR Soares e vão orar, conhecer a Deus em intimidade. É uma falta de vergonha o evangelho de hoje, e a culpa não é só do João Batista (o pastor McGyver!) não; é nossa também. O traficante só se dá bem porque tem viciado pra consumir. Do mesmo modo, esses golpistas safados só fazem sucesso porque tem quem os alimente.

Vamos parar com a palhaçada! E se quiser esculachar no comentário, manda bala! Mas seja homem (ou mulher!) e não se esconda detrás do anonimato. Dê a cara para bater! Eu estou botando a minha pra levar porrada, mas não estou nem aí. Estou cansado de ser comparado com esses filhos de Jezabel, discípulos de Balaão, adoradores de Baal Zebub e pistoleiros de Mamom.

Desconstruindo o Pr. Silas Malafaia: quanto vale a sua fé?

“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” – 1 Co 10.12

Ontem, meio mundo cristão (espero!) ficou abismado com a profetada do Pr. Morris Cerullo, que visa patrocinar o império televisivo gospel do Pr. Silas Malafaia. Há um artigo anterior a esse falando sobre o assunto, a venda de uma dita unção financeira por módicos (?) R$ 900,00. Nesse artigo, busco entender o que aconteceu com o Pr. Silas Malafaia.

Em seu site, o Pr. Silas Malafaia diz que está no ministério televisivo há 25 anos ininterruptos, tendo passado por várias emissoras nacionais e internacionais. Possui a editora Central Gospel, que publica seus livros, CD’s e DVD’s de mensagens, e há poucos anos adquiriu, através de doações, um complexo, um “projac gospel”, onde grava seus programas e, ao que parece, tornou-se a sede da Associação Vitória em Cristo.

Até aí, tudo bem. Graças a Deus ele consegue estar há tanto tempo no ar! Mas será mesmo graças a Ele?

Embora em seus programas pose como uma espécie de paladino da verdade evangélica, o Pr. Malafaia costuma mudar rapidamente de opinião, levado por algum “vento” (interesses?). Em 1995, por exemplo, foi notória sua defesa da Igreja Universal do Reino de Deus, cujo líder, Edir Macedo, havia dias antes sido alvo de denúncias no Jornal Nacional da Globo, inclusive com a apresentação de vídeos onde o líder ensinava a seus pastores o melhor método para aumentar a arrecadação da igreja. Nessa época o Malafaia também foi usado pela IURD, segundo denúncias do Pr. Caio Fabio, para denegri-lo por conta de sua separação e envolvimento no chamado Dossiê Caimã, recebendo em troca um salário mensal de cerca de 40 mil reais (o que, se for verdade, sustentaria seu programa na época?):

É interessante que, tempos depois, a opinião do Pr. Silas em relação à IURD e à Rede Record mudou completamente (por revelação, pela decadência moral ou porque a fonte secou?):

Passado um tempo, o Pr. Silas Malafaia juntou-se com o casal de governadores do Rio de Janeiro, os Garotinho. Durante um tempo, Anthony Garotinho teve um programa apresentado posteriormente ao do Malafaia. Embora chovessem denúncias contra o casal, o Pr. Silas sempre os defendeu com unhas e dentes, chegando num programa a dizer que, devido a isso, poderia ser alvo ele próprio de falsas denúncias. Procurei esse vídeo na internet mas não o encontrei, porém quem acompanhou sua programação nesse período pode atestar o que estou falando.

Recentemente, o Pr. Silas juntou-se com o Paipóstolo Renê Terra-Nova, conhecido por conquistar há poucos dias seu próprio aviãozinho, e por ter criado bizarrices como a “unção de nobreza“, dada a quem desembolsasse bastante dinheiro para o seu ministério (tipo uns R$10.000,00). Além disso, o paipóstolo foi durante muito tempo um dos líderes do G12 no Brasil, porém acabou se separando do Castellanos e cia. e criou seu próprio G12, o Mir12. Mesmo tendo sido por muito tempo contra o G12 e unções esquisitas, atualmente tudo isso foi superado pelo Pr. Silas, e ele e o paipóstolo são amigos desde pequenininhos! O que mudou nesse tempo?

Mas claro, não pára por aqui. O mais novo amigo-íntimo do Pr. Silas é o Apóstolo Valdemiro Santiago, o milagreiro da Igreja Mundial do Poder de Deus, o mesmo que, numa pregação sobre Colossenses 1.15-17, disse que, com base nesses versículos, Jesus havia sido o primeiro a ser criado. E pior, fez o auditório repetir que tinha entendido isso (infelizmente também não tenho esse vídeo, assisti em casa numa dessas madrugadas). Tornaram-se tão amigos que o Apóstolo até comprou durante algum tempo quase todo o horário das madrugadas da Band, por intermédio do Malafaia.

Porém, há alguns dias tenho percebido que as madrugadas da Band estão sendo divididas com mini-pregações de vários pastores, ao invés da do Apóstolo (se bem que isso é bom, porque ele quase nunca pregava nada mesmo). E isso tem coincidido com o fato do Pr. Malafaia reclamar ter perdido seu maior patrocinador, necessitando agora de trocentos novos patrocinadores. Será tudo apenas coincidência?

Coincidência ou não, o Pr. Silas também mudou sua visão sobre a teologia da prosperidade. Acredite se quiser, houve uma época em que ele combateu essa prática!

Pena que ele mudou de opinião sobre esse assunto, e mudou tanto que, agora, está imitando o novo-amigo paipóstolo, dando unção financeira a quem puder pagar por ela (ainda bem que está exigindo R$900,00 e não R$10.000,00, pelo menos é mais acessível). Talvez a última cartada, afinal a cada dia está mais difícil concorrer no mercado das ofertas com ministérios como o da Igreja Mundial ou Internacional da Graça de Deus. Para que ofertar para um pregador, quando se pode ofertar para um milagreiro? Porém, se o pregador vender dinheiro fácil, aí até dá para fazer a troca, pois dinheiro não traz felicidade ou cura para os males: manda buscar.

Quanto vale a nossa fé? Quanto estamos dispostos a recusar dia após dia, a fim de nos mantermos fiéis a Deus e à Sua Palavra? Quanto o deus desse mundo tem que nos oferecer para apostatarmos da fé? Qual o preço da nossa fidelidade ao Reino?

NENHUM!!!! Com certeza você pensou isso. Porém, quando o Pr. Malafaia e tantos homens e mulheres de Deus sentiram o gosto doce do poder, da fama, do reconhecimento, do conforto que o dinheiro pode trazer, infelizmente tiveram suas convicções balançadas, e afinal uma mudancinha aqui e ali para satisfazer quem possa nos ajudar não atrapalha em nada, afinal o objetivo maior é o que importa, que é levar a Palavra de Deus ao maior número de pessoas. Envoltos nesse engano, de que nós é que temos que ter programa de tevê, nós é que temos que ter jatinho particular para ir para vários lugares levar a Palavra, nós é que temos que fazer isso e aquilo, mesmo que essa não seja a vontade de Deus, passamos a fazer qualquer coisa para manter nossa aparente situação. Porém Deus, onde está?

Quem está de pé, cuide para que não caia.

Pr.Silas Malafaia: um cego guiando outros cegos !

Nessa manhã, assisti ao final do programa do Pr. Silas Malafaia, onde dizia que tinha conseguido uma oportunidade maravilhosa: a de ter à sua disposição uma rede mundial de satélites, que possibilitaria a transmissão de seu programa para os quatro cantos do mundo, com dublagem ou legenda em inglês. Além disso, para 2010 o pastor tem planos de fazer uma nova “escola de líderes”, similar à do ano passado, além das cruzadas propriamente ditas pelo país. Para isso, contudo, é necessário que o povo de Deus se sensibilize financeiramente, uma vez que serão necessários mais 70 mil ofertantes fiéis a partir de R$ 30,00, e pelo menos mais 820 com doações acima de R$ 1.000,00 (esses têm um título mais pomposo, o de gideões).

Mas qual o problema, já que o objetivo citado pelo Pr. Malafaia é a propagação do Evangelho entre as nações?

O problema é que, em nome de uma possível vaidade pessoal, que faz com que o dito pastor se ache o mensageiro de Deus nesses últimos dias (o único que pode cumprir a missão televangelística mundial), teremos um cego guiando outros cegos.

Ora, há tempos que o Pr. Malafaia tem demonstrado seu sutil afastamento do Evangelho puro e simples. Aqui nesse blog mesmo temos um artigo recheado de vídeos, que comprova a quantidade de contradições nas quais o dito pastor tem se arvorado, com o intuito de manter seu status de senhor da verdade gospel.

Entre outras coisas, temos visto o Pr. Malafaia abraçar com as duas mãos a famigerada teologia da prosperidade, que prega que quanto mais você pagar, mais o deus mercenário deles lhe dará em troca. É uma teologia que anula totalmente o amor de Deus ao ser humano, tornando essa relação puramente comercial, mercantilista. Como Deus não precisa gastar o dinheiro arrecadado, essa difícil missão acaba recaindo sobre seus “ungidos”, que se vêm no direito de cobrar dízimos, trízimos, ofertas milionárias, podendo até vender unções especiais como a da nobreza, invenção do Ap. (?) Terranova. Quem consegue as bênçãos teve fé; quem não consegue, não teve fé suficiente e deverá ofertar mais (põe mercenário nesse deus, hein!).

O Pr. Malafaia também demonstrou, recentemente, não ter o mínimo de discernimento espiritual ao julgar como “profeta de Deus” uma pessoa como o tal do Pr. Morris Cerullo. O tal profetizou que quem desse R$ 900,00 para o ministério do Pr. Malafaia receberia até dia 31 de dezembro de 2009 uma “unção financeira sem limites”, a “última distribuição das riquezas mundiais”. Levando-se em conta com foram arrecadados milhões nessa brincadeira, e que o programa foi reprisado umas 10 vezes no ano passado, realmente não entendo o porquê do Pr. Malafaia estar agora esmolando ofertas de 30 ou de 1.000 reais: basta que cada novo milionário da unção Cerulliana entregue uma ínfima parte de tudo o que recebeu até dia 31 passado. Ou será que a tal “unção financeira” foi apenas mais um embuste de espertalhões, embuste esse que ajudou o Pr. Malafaia a também recentemente comprar seu próprio aviãozinho pela bagatela de 12 milhões?

Além dessas sandices gospel, livremente pregadas pelo Pr. Malafaia em rede nacional, temos o fato de que sua pregação há muito tempo não se direciona à evangelização, mas à “instrução” de quem já é crente. Em suas pregações televisivas, prega sobre como o crente pode ser vitorioso. Ora, se sua pregação é, em quase sua totalidade, direcionada para quem já é crente, qual o interesse de que isso seja levado em nível mundial?

Ninguém é dono da verdade. Ninguém é essencial para a obra de Deus aqui na terra. A obra é de Deus, e Ele usa quem ele quer, quando e onde Ele quer. Alguém se achar imprescindível na pregação, ainda mais apresentando a quantidade de erros doutrinários que o Pr. Malafaia tem apresentado, é querer ser cego guiando outros cegos. E o final da história todos conhecemos: caem todos no buraco.

Que Deus possa nos tirar a vaidade de achar que a obra é nossa, e que assim possamos deixar que Ele nos use da forma que bem entender. Dessa forma, com a obra sendo feita por Deus através de nós, não precisaremos ficar esmolando ofertas em púlpitos ou programas de televisão, e ainda ter que ficar justificando que a obra precisa de dinheiro, dessa forma envergonhando ainda mais o Evangelho aos olhos daqueles que supostamente visam converter a Cristo.

Ora, já perceberam que a teoria defendida pelos profetas da prosperidade só funcionam para o povo, e nunca para eles mesmos?

Silas Malafaia e a “unção financeira

O Pr. Silas Malafaia não desiste. Acho que, por conta de estar sentindo na pele os resultados da “unção dos 900,00″ (há boatos de que já foram arrecadados pelo menos 2 milhões de reais), o pastor deseja ardentemente compartilhar com o maior número de pessoas possível o revelamento do Pr. Morris Cerullo, de que Deus derramará riquezas sem igual aos que crerem e depositarem R$900,00 na conta do programa malafaiano. Essa semana já ouvi a mensagem que coloco a seguir 3 vezes, e com certeza ela se repetirá durante toda a próxima semana, afinal não se pode excluir ninguém da possibilidade da “bênção” por não ouvir a “verdade”, a fé vem pelo ouvir, não é mesmo?

Infelizmente, dessa vez, não peguei o anúncio desde o começo, mas já dá para ter uma idéia. Inicialmente Malafaia começou enaltecendo as qualidades proféticas do Cerullo, e depois, para explicar o porquê de tantas repetições dessa duvidosa entrevista, informa com estatísticas sem citação de sua fonte que uma pequena porcentagem assiste sempre aos programas, sendo então necessário que a unção financeira continue sendo reprisada sem fim, para que todos tenham acesso a ela.

Sobre a questão da “oferta voluntária”, Malafaia diz que em todas as religiões há essa prática, esquecendo-se, porém, que o Pr. Morris Cerullo fez o que chamamos no setor bancário de “venda casada”: atrelou o recebimento de uma unção especial ao pagamento dos R$ 900,00, disse com todas as letras que a unção seria dada apenas aos que dessem o dinheiro. Nesse caso, apesar de colocarem em letras garrafais no video “oferta voluntária”, na verdade não passa de uma venda, onde o fiel paga para receber o que lhe é prometido como algo necessário: riquezas.

Muito blablabla depois, no minuto 6:43 ouvimos finalmente a resposta do Malafaia aos que criticam a unção financeira, seguida de uma risadinha sarcástica, típica do Pastor.

“Eu quero deixar uma palavra aqui muito, muito especial. Eu quero dizer que não tou nem aí para você, crítico, hahaha, eu não tou nem aí pra você, sabe por quê? Porque quem critica não faz nada, você conhece alguma obra de crítico? Você conhece alguma coisa que crítico construiu? Geralmente o crítico é um recalcado, que tem dor de cotovelo do sucesso dos outros. Então eu quero ser honesto, porque eu não tou preocupado com você. Eu tou preocupado sim com aquelas pessoas que ao ouvirem a Palavra de Deus, a fé pode ser produzida, porque a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus. Ok? Tá certo assim?”

Não, Pr. Malafaia, não está certo assim. O revelamento do seu colega pastor-milionário fez com que muitos colocassem a fé não na Palavra de Deus, mas no poder da barganha com Deus, onde os que têm condições podem pagar para conseguir suas unções mágicas, e onde os que nada ou pouco têm acabam frustrados por saberem que nunca poderão participar da divisão das riquezas por lhes faltarem R$ 900,00. O que o sr. chama de “Palavra de Deus” nada mais foi do que a palavra de um homem acostumado a esvaziar as carteiras dos fiéis com sua oratória. O sr. acha que faz muito por ter um programa de tevê, que promove seus produtos e palestras, mas o sr. faz muito para SI MESMO, achando que está fazendo para o Reino de Deus. Muitos críticos, creia, fazem mais pelo Reino apenas denunciando esses e outros enganos. O sr. acha que quem o critica tem é inveja do seu sucesso, mas quem o critica deseja um sucesso diferente do que o sr. prega: ao invés do sucesso aqui-agora, o sucesso no Reino dos Céus, o sucesso de fazer a vontade do Pai e não o de precisar parecer próspero e bem-sucedido perante os homens. Infelizmente, muitos líderes evangélicos crêem que sucesso é ter riquezas, fama, reconhecimento humano, mas veja em sua Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira o que Deus fala sobre isso (por favor, veja o que Deus fala, não as interpretações duvidosas do Pr. Morris Cerullo). O sr. diz não estar nem aí para os seus críticos, mas mesmo assim precisa explicar de forma totalmente distorcida a questão da “oferta voluntária” solicitada em seu nome, sinal que lá no fundo o sr. está preocupado com as críticas sim, e isso, a meu ver, é um ótimo sinal, pois onde há preocupação há, talvez, espaço para reflexão sobre os caminhos que estão sendo trilhados.

Que Deus continue levantando homens e mulheres que não se conformam com esse mundo, mas que sejam vozes de denúncia contra os sutis enganos que são colocados no ensino da Palavra. Quem está de pé, cuide para que não caia.

Marcha para Jesus: Para que serve?

Nossa única base segura para qualquer coisa é a Bíblia. A Palavra de Deus fala para os cristãos marcharem por algum motivo? Não encontrei. Portanto não há razão para fazê-lo. Além disso, a idéia de marchar normalmente está associada a demonstrações de poder.

Por isso os exércitos fazem aquelas grandes paradas com milhares de soldados e equipamentos. Há grupos que também querem mostrar que são influentes na sociedade, e fazem suas marchas, como ocorre com a Parada Gay. Há também as marchas de protesto e de reivindicação.

E o cristão, vai marchar para quê? Para mostrar poder no mundo cujo príncipe é Satanás e onde sua luta não é contra carne e sangue? Para mostrar que é influente numa sociedade que rejeitou seu Salvador? Para protestar contra perseguições ou reivindicar direitos em um lugar onde ele é estrangeiro? Isso faria tanto sentido quanto um brasileiro querer reivindicar direitos no Afeganistão.

A idéia de reunir muita gente para causar impacto ou influência pode funcionar em outras áreas, mas que resultado tem nas coisas de Deus? Muito bem, vamos imaginar que uma marcha dessas realmente impressione as pessoas e as autoridades e todos venham a achar que o cristianismo é uma coisa para ser levada a sério.

Aí temos um problema, porque o Senhor mesmo disse que no mundo sofreríamos perseguições, mas que não deveríamos temer isso porque não somos do mundo. Teria o Senhor se enganado ou se esquecido de contar que haveria um dia quando os cristãos ganhariam tapinhas nas costas por causa de sua fé?

Se o mundo, como uma instituição, aceitar o cristianismo, é porque há algo de muito errado com o evangelho que esse cristianismo está pregando ou com o próprio mundo. Sim, porque como alguém vai gostar de algo que prega que o homem é pecador, que há uma condenação esperando por ele, que precisa crer nAquele que o próprio mundo rejeitou e que virá um dia quando este mundo e tudo o que nele há, que a humanidade mais preza, será destruído pelo fogo?

"Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve". 1 Jo 4:4

O evangelho é algo para atingir indivíduos, não coletividades. Ainda que muitas pessoas possam se converter em um mesmo dia, não existe algo como uma conversão coletiva. Cada pessoa é alcançada individualmente, tocada individualmente pelo Espírito Santo, convencida individualmente de seu pecado. São pessoas que nascem de novo, não países, instituições, governos ou até mesmo religiões.

Qualquer resultado que uma marcha ou manifestação assim pode conseguir é um resultado político, cultural e exterior. Nada que interesse os propósitos de Deus. O Senhor não nos disse "Ide e marchai", mas "Ide e pregai o evangelho". E é isso que importa fazer. Ou será que os cristãos estão engajados em uma competição para ver se conseguem mobilizar mais gente do que a Parada Gay ou o desfile do 7 de setembro?

IGREJA MARCHE PARA OS HOSPITAIS, PRESIDIOS, ORFANATOS, EVANGELISMO NA RUA , PRAÇAS, VISITAS AS VIUVAS, ORFÃOS,


MARCHEM PARA A SANTIDADE, PARA A UNIÃO, MARCHEM PARA BUSCAR O PODE DE DEUS JUNTOS, MARCHEM PARA O AMOR, MARCHEM PARA A HUMILDADE, MARCHEM PARA A REALIDADE.

ACORDEM SEJAMOS CONHECIDOS COMO HOMENS E MULHERES DE DEUS QUE FAZEM A DIFERENÇA TODOS OS DIAS DAS NOSSAS VIDAS E EM TODOS OS LUGARES.

CHEGA DE HIPOCRISIA, INVISTAM SEUS RECURSOS EM MISSÕES DE VERDADE.

A Ironia do Legalismo

Nós devemos tirar o chapéu para os legalistas. São eles os responsáveis por reduzir o Evangelho a um rígido e massacrante código de leis. E isto é um feito e tanto. É como colocar as Cataratas do Iguaçu dentro de uma xícara de café, ou sendo mais fíel a uma expressão bíblica, é por vinho novo em odre velho.

O evangelho, ou o pseudo-evangelho, que seus ardilosos pregadores anunciam, é um verdadeiro híbrido, uma mistura bem interessante. Bom, quais são os ingredientes? Uma grande dose de lei mosaica, um punhado de ética-moral estadunidense, raízes fortes do coronelismo nordestino, e não pode falar uma boa dosagem de regras eclesiásticas inventadas por homens. Ah... quase esqueci... uma "pitadinha de nada" da graça para parecer que é Evangelho.

Quem toma esta poção envenenada, quem que abraça esta mensagem adulterada, se torna discípulo de Moisés em nome de Jesus. É triste, mas esta é a realidade de muitas comunidades autoritárias.

No entanto, este legalismo mortal que embriaga mediante a culpa e o medo, tem seu lado irônico. Foi o teólogo Erasmo de Roterdã (1466-1536) que sacou a ironia deste movimento inimigo da cruz e da graça redentora. Ele diz que os legalistas, estes que se orgulham de sua santidade própria e obediência cega aos códigos da lei, desejam ser mais santos que Jesus. Ora, veja só, como pode isso? É ou não uma ironia? Bom, vou deixar Erasmo explicar melhor:

A maioria desses homens têm tanta confiança em suas cerimônias e pequenas tradições humanas que estão convencidos de que um paraíso é pouco para recompensá-los de uma vida passada na observância dessas coisas. Eles não pensam que Jesus Cristo, desprezando tais práticas vã, lhes perguntará se observam o grande preceito da caridade, sobre o qual está fundada a lei que deu aos homens. Um mostrará a barriga cheia de toda espécie de peixes; outro, a lista dos salmos recitados a tantas centenas por dia; um terceiro fará uma longa enumeração dos jejuns e contará quantas vezes sua barriga esteve a ponto de rebentar por ter feito só uma refeição na jornada; outros dirão que ficaram roucos de tanto cantar. Mas Jesus Cristo, interrompendo enfim essa série inesgotável de presunções, dirá: "Que nova espécie de judeus é essa? Dei somente uma lei aos homens, é a única que reconheço, e a única pela qual essa gente não me fala. Não foi a hábitos, orações, abstinências, dietas contínuas que prometi outra o reino do meu Pai, mas ao exercício de todos os deveres da caridade ... Não reconheço essa gente que se gaba de suas boas obras e quer parecer mais santa que eu. Que vão procurar um paraíso diferente do meu... Quando ouvirem esta sentença e virem que são preteridos por marujos e carroceiros, com que cara imaginais que se olharão uns aos outros?"

A Igreja Precisa de Regeneração

Nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.

O que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.

As barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.

Não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.

Não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.

Hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, ó povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.

Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.

SEM AMOR NÃO HÁ DEUS!

Se amar fosse solução contra a dor, o desapontamento, a espera, a paciência e o sacrifício — não se diria que o amor tudo sofre, tudo crê e tudo suporta.

Afinal, o amor agüenta tudo porque jamais acaba.

Amar não é a solução da existência, mas da vida.

Na existência e para aqueles que apenas alimentam-se do conceito de existirem, o amor não é a solução, pois, no conceito de existência o mais importante é que não venha a doer.

Entretanto, quando se fala de vida, o amor é o único alimento que ela possui.

Sim! Sem amor a existência não tem vida!

Porém, quando o amor se impõe como fundamento da vida, então, toda dor de amor é alegre, pois, para quem de fato ama basta a recompensa de amar.

É assim com Deus, que é amor, e, para Quem, amar é a “recompensa de Deus”.

Recompensa de Deus?

Sim! Deus é amor e se mantém como amor, pois, no dia em que Deus não mais for amor, já não será Deus.

Deus é amor. Se deixar de ser amor deixa de ser Deus!

Portanto, se Ele deixar de amar eu deixo de existir.

Todavia, para fins práticos, a morte do amor entre os homens é a morte de Deus.

Quem ama tem Deus. Quem não ama não tem Deus!

O mais é texto...

QUANDO A IGREJA NÃO É “IGREJA”...

Igreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver..., que crê sempre no amor de Deus...; e, sobretudo, é algo para gente que confia..., que entrega..., que não deseja controlar nada...; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...

Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim...

Se o pastor é assim..., tudo ficará assim...

Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...

Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...

Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado..., adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público..., ladrões são ajudados a não mais roubarem..., corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu..., e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas...; ou seja: com silencio que passa..., mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...

Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Ele é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...

Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.

Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.

Igreja é um problema?...

Sinceramente não acho...

Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...

Não é teoria...

Pode ser assim em todo lugar...

Mas depende de quem seja o pastor...

E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...

Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado..., não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

Pense nisso!...

Fã é coisa de pagão!

Dá muita pena... Dá pra ver o que está acontecendo na mente das pessoas...

Não existe na Terra nenhum metro quadrado mais doido do que o do ambiente da “igreja”.

Meu Deus! Quanta loucura...!

Esse fenômeno já tão bem conhecido no mundo foi recentemente apresentado de um modo soberbo no filme “O Assassinato de John Lennon”

Recomendo a todos que vejam o filme, pois, de fato, por ele dá pra se ter uma idéia do processo fantasioso que pode levar uma pessoa a ações de natureza impensável em razão de suas viagens pessoais.

Fica aqui, porém, uma advertência:

Quando você vir que sua mente está girando o dia todo em torno de uma pessoa que não é alguém real no seu mundo concreto, íntimo e, portanto, real — abra o olho; pois, isso pode significar que você estabelecerá uma relação fantasiosa com a pessoa; e o grande mal será sempre em quem desenvolver tal fixação na mente.

Você pode amar alguém pelo que ela é, faz ou diz. Mas tal amor ainda não é amor; é apenas profunda identificação. Mas é aí que as coisas ficam quando há saúde em tal pessoa.

Detesto fãs...

Fã é coisa de pagão!

Fã vem de fantasia, de phanton... de fantasma.

Portanto, quando alguém diz que é fã, o que ele diz é que você é a fantasia dele ou dela.

No Evangelho, ninguém é fã de ninguém.

No Evangelho a gente não é nem mesmo fã de Jesus!

O fã de Jesus jamais será um discípulo.

Os fãs são os que no fim ajudam a matar...

No Evangelho quem não é discípulo não é nada...

Para mim, tudo o que busco é ver gente amando a Jesus e ficando capaz de andar com as próprias pernas segundo o Evangelho.

O que passar disso é doença para a qual eu digo: “Xô, fã!”

Nele, acerca de Quem todo aquele que o ama diz: “Convém que Ele cresça e que eu diminua!”.