Com a participação dos Reverendos Márcio Retamero (RJ) e Cristiano Valério, da Igreja da Comunidade Metropolitana (SP) e do criador da música ” Adão e Ivo“, Emanuel Albertin, a pauta do programa é a letra de Adão e Ivo, considerada homofóbica. Na ocasião, os pastores (que são homossexuais assumidos) debateram com Emanuel de Albertin, o cantor (evangélico e heterossexual) que é processado pelo casal de pastores (gays) Marcos Gladstone e Fabio Inácio, da Igreja Cristã Contemporânea.
A música considerada homofóbica pelos reverendos tem a seguinte letra:
“Quando o senhor criou o céu e a terra ele tambem criou o reino animal, de toda especie que existe nesse mundo para que fosse fecundo o senhor o casal, somente o homem era quem vivia sozinho sem amor e sem carinho sendo formado do pó, mas o senhor resolveu mudar o tom, dizendo assim não é bom que o homem viva só.
Do próprio homem ele tirou uma costela fez uma mulher tao bela e foi uma maravilha e ordenou Crescei e multiplicai e o homem tornou-se pai houve a primeira familia, mas o diabo o inimigo de Deus pra desfazer os planos seus, querendo manchar seu nome, desde o dia da cidade de sodoma, resolveu mudar a soma, casando homem com homem.
A cada dia Multiplica a Iniquidade sinceramente isso me deixa pensativo se Deus tivesse Feito Homem Pra casar Com outro Não seria Adão e Eva, tinha Feito Adão E Ivo.”
Confira na íntegra;
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Nos EUA juízes são destituídos de cargos por legalizarem casamento homossexual
Eleitores conservadores e grupos familiares conseguiram garantir uma vitória terça-feira, com a remoção de três juízes da Suprema Corte do Estado de Iowa que legalizaram o casamento gay.
A Chefe de justiça Marsha Ternus e os juízes David Baker e Michael Streit de Iowa foram colocados em votação e precisavam de mais votos “sim” do que votos “não” para permanecerem. A maioria dos eleitores de Iowa escolheu destituí-los da Magistratura Judicial.
A decisão foi tomada depois de meses de convenções e mobilizações de grupos, como Iowa Para a liberdade, o Iowa Family Policy Center, e a Organização Nacional pelo Casamento (NOM) – todos eles estavam descontentes com o voto do tribunal em abril de 2009 para derrubar a Defesa do Ato do Casamento. A Lei de 1998 define o casamento como uma união entre um homem e uma mulher.
Comemorando a vitória, o presidente NOM, Brian Brown declarou: “Em primeiro lugar, queríamos derrotar os juízes em Iowa que usurparam a vontade do povo e instituíram o casamento gay neste estado. Os três juízes foram esmagadoramente rejeitados, enviando uma mensagem poderosa a qualquer juiz que pensa que pode impor o casamento gay por decreto judicial contra a vontade do povo.”
A NOM foi a maior contribuidora para o esforço em derrotar os juízes do tribunal de Iowa, gastando cerca de US $ 600.000 para a campanha. Ela juntou-se aos outros grupos conservadores no ônibus “Judge Bus,” que fez escalas em 45 dos 99 condados de Iowa na semana passada, pedindo aos eleitores a substituição dos “juízes ativistas.”
“Apoio às Famílias de Iowa, Não aos Juízes Ativistas,” se juntaram.
Desde a decisão por 7 a 0 em abril do ano passado, várias famílias têm argumentado que a Suprema Corte de Iowa tinha excedido sua autoridade judicial, derrubando as leis do casamento.
“O tribunal legislou a partir da magistratura… eles governaram a partir da magistratura… e, eles até tentaram alterar a nossa constituição a partir da magistratura, já que declarou Iowa um estado para casamento “do mesmo sexo,” disse o Iowa Para a Liberdade. “Este não é o papel deles. O Poder Legislativo faz a lei. O Governador executa a lei. “E, somente ‘nós, o povo’ podemos alterar a nossa Constituição.“
“Se a Suprema Corte de Iowa vai fazer isso com o casamento, cada uma de nossas liberdades, incluindo os direitos de porte de arma e propriedade privada, correm o risco de serem usurpadas por juízes ativistas que são funcionários não eleitos.”
Os grupos têm tentado pressionar por um plebiscito sobre a questão do casamento.
Uma pesquisa divulgada pelo Des Moines Register em setembro do ano passado mostrou que os eleitores de Iowa estavam quase igualmente divididos em relação ao casamento do mesmo sexo. Quarenta e um por cento disseram que votariam em uma proibição ao casamento gay, enquanto 40 por cento disseram que iriam continuar a favor do casamento gay. Ao mesmo tempo, 35 por cento dos habitantes de Iowa disseram que se opunham fortemente a casais de gays e lésbicas se casarem e apenas 18 por cento disseram que apoiam firmemente.
Os três juízes depostos divulgaram um comunicado quarta-feira, agradecendo aos simpatizantes que trabalharam “incansavelmente” para “defender o sistema judiciário de Iowa contra um ataque sem precedentes financiado por grupos de interesses particulares de fora do estado.
“O sistema de Iowa de seleção por mérito ajuda a garantir que os nossos juízes baseiem suas decisões sobre a lei e a Constituição e nada mais. No entanto, a preservação dos nossos tribunais justos e imparciais exigirá mais do que a integridade e a coragem de juízes individuais. Exigirá o apoio fervoroso e firme do povo.”
Embora a retirada dos juízes não afete a decisão do casamento do mesmo sexo feita pelo tribunal estadual, os defensores do casamento tradicional dizem que a votação de terça-feira envia uma mensagem clara aos juízes em todo o país.
A Chefe de justiça Marsha Ternus e os juízes David Baker e Michael Streit de Iowa foram colocados em votação e precisavam de mais votos “sim” do que votos “não” para permanecerem. A maioria dos eleitores de Iowa escolheu destituí-los da Magistratura Judicial.
A decisão foi tomada depois de meses de convenções e mobilizações de grupos, como Iowa Para a liberdade, o Iowa Family Policy Center, e a Organização Nacional pelo Casamento (NOM) – todos eles estavam descontentes com o voto do tribunal em abril de 2009 para derrubar a Defesa do Ato do Casamento. A Lei de 1998 define o casamento como uma união entre um homem e uma mulher.
Comemorando a vitória, o presidente NOM, Brian Brown declarou: “Em primeiro lugar, queríamos derrotar os juízes em Iowa que usurparam a vontade do povo e instituíram o casamento gay neste estado. Os três juízes foram esmagadoramente rejeitados, enviando uma mensagem poderosa a qualquer juiz que pensa que pode impor o casamento gay por decreto judicial contra a vontade do povo.”
A NOM foi a maior contribuidora para o esforço em derrotar os juízes do tribunal de Iowa, gastando cerca de US $ 600.000 para a campanha. Ela juntou-se aos outros grupos conservadores no ônibus “Judge Bus,” que fez escalas em 45 dos 99 condados de Iowa na semana passada, pedindo aos eleitores a substituição dos “juízes ativistas.”
“Apoio às Famílias de Iowa, Não aos Juízes Ativistas,” se juntaram.
Desde a decisão por 7 a 0 em abril do ano passado, várias famílias têm argumentado que a Suprema Corte de Iowa tinha excedido sua autoridade judicial, derrubando as leis do casamento.
“O tribunal legislou a partir da magistratura… eles governaram a partir da magistratura… e, eles até tentaram alterar a nossa constituição a partir da magistratura, já que declarou Iowa um estado para casamento “do mesmo sexo,” disse o Iowa Para a Liberdade. “Este não é o papel deles. O Poder Legislativo faz a lei. O Governador executa a lei. “E, somente ‘nós, o povo’ podemos alterar a nossa Constituição.“
“Se a Suprema Corte de Iowa vai fazer isso com o casamento, cada uma de nossas liberdades, incluindo os direitos de porte de arma e propriedade privada, correm o risco de serem usurpadas por juízes ativistas que são funcionários não eleitos.”
Os grupos têm tentado pressionar por um plebiscito sobre a questão do casamento.
Uma pesquisa divulgada pelo Des Moines Register em setembro do ano passado mostrou que os eleitores de Iowa estavam quase igualmente divididos em relação ao casamento do mesmo sexo. Quarenta e um por cento disseram que votariam em uma proibição ao casamento gay, enquanto 40 por cento disseram que iriam continuar a favor do casamento gay. Ao mesmo tempo, 35 por cento dos habitantes de Iowa disseram que se opunham fortemente a casais de gays e lésbicas se casarem e apenas 18 por cento disseram que apoiam firmemente.
Os três juízes depostos divulgaram um comunicado quarta-feira, agradecendo aos simpatizantes que trabalharam “incansavelmente” para “defender o sistema judiciário de Iowa contra um ataque sem precedentes financiado por grupos de interesses particulares de fora do estado.
“O sistema de Iowa de seleção por mérito ajuda a garantir que os nossos juízes baseiem suas decisões sobre a lei e a Constituição e nada mais. No entanto, a preservação dos nossos tribunais justos e imparciais exigirá mais do que a integridade e a coragem de juízes individuais. Exigirá o apoio fervoroso e firme do povo.”
Embora a retirada dos juízes não afete a decisão do casamento do mesmo sexo feita pelo tribunal estadual, os defensores do casamento tradicional dizem que a votação de terça-feira envia uma mensagem clara aos juízes em todo o país.
O sucesso de Edir Macedo e a pergunta que fica no ar!
Revista Ultimato edição Nº313 - Julho-Agosto 2008
Além das atividades religiosas, a Universal tem construtoras, seguradoras, empresas de táxi aéreo, agências de turismo, mídia e consultorias, que geram 22 mil empregos diretos e mais de 60 mil indiretos.
O sucesso de Edir Macedo diz respeito também aos seus negócios particulares. Ele e a esposa são donos da Rádio Copacabana e da Record, a segunda maior rede de televisão do país, com 99 emissoras (próprias e afiliadas) e 6 mil funcionários, cujo valor deve estar na casa de 2 bilhões de dólares.
A grande pergunta que todo mundo faz à boca pequena, especialmente os evangélicos, é como entender o sucesso de Macedo. Seria indício da bênção de Deus em sua vida e obra? Seria o resultado do exercício tenaz da oração? Seria o fruto de um avivamento promovido pelo Espírito Santo? Essas três possibilidades enfrentam séria dificuldade em vista de certos ensinos, certos procedimentos e certos métodos da Universal, que agridem a pureza do evangelho de Jesus, todos relacionados principalmente com a teologia da prosperidade. Há que se considerar também o estranho sincretismo religioso abraçado pela IURD.
Outra possível explicação para o fenômeno poderia ser o estilo empresarial de Macedo, um conglomerado que mescla religião, mídia, política e negócio " (edição de novembro/dezembro de 2007).
Levando-se em conta que Deus é o soberano Senhor sobre todos e sobre tudo, portanto o Senhor da história, pode-se até supor que Macedo seria o seu servo, o seu vassalo, o seu agente, um instrumento de juízo para provocar nas igrejas cristãs alguma resposta, alguma reação, alguma providência. Deus não chama o poderoso rei da Babilônia de “meu servo Nabucodonosor” (Jr 25.9)? Não diz sobre o poderoso rei da Pérsia que “ele é meu pastor e realizará tudo o que me agrada” (Is 44.28)?
A IURD é apenas a mais visível de todas as denominações cristãs que estão abraçando a infeliz teologia da prosperidade. Quase todas as igrejas neopentecostais e não poucas igrejas de linhas pentecostal e tradicional estão sendo perigosamente seduzidas por este movimento, nascido nos Estados Unidos no início do século 20 (veja Raízes históricas da teologia da prosperidade). Para satisfazer o público obcecado muito mais por seu próprio bem-estar material do que pela busca do reino de Deus (o que Jesus condenou no Sermão do Monte), muitas igrejas estão sendo tentadas a deixar de lado o evangelho original e abraçar o “outro evangelho” (Gl 1.16). Na verdade, as igrejas pentecostais e históricas não devem ficar impressionadas nem com o sucesso numérico nem com a grande visibilidade das igrejas neopentecostais. Jesus manda tomar mais cuidado com o alicerce do que com a casa em si. Sem esse alicerce cavado na rocha, que é Cristo, a casa mais cedo ou mais tarde cairá e sua queda fará “um barulho medonho” (Mt 7.27, BV). Uma das tentações a que Jesus foi submetido era, nas palavras de John Stott, “ganhar o mundo satisfazendo sua fome por meio de uma exposição sensacional do poder”. Jesus não transformou pedras em pães, não se jogou da parte mais alta do templo ao chão nem se curvou diante de Satanás para evitar a cruz e ganhar de lambuja “todos os reinos do mundo e o seu esplendor” (Mt 4.8). Stott diz ainda que “o Diabo adora nos persuadir de que os fins justificam os meios” (A Bíblia Toda, O Ano Todo, p. 177).
Desde o início, desde Paulo, desde a metade do primeiro século até hoje, o início do século 21, alguns cristãos pregam a Cristo não “por motivo puro”, “não por reta intenção”, “não por honestidade ou sinceridade”, mas “por ambição egoísta”, “por briga”, “por discórdia”, “por espírito de competição”, “por interesse pessoal”, “por intriga”, “por inveja”, “por partidarismo”, “por polêmica”, “por porfia” ou “por rivalidade”. Fazem assim porque “são ciumentos e briguentos”. Tudo isso está na Epístola de Paulo aos Filipenses (1.15-17).
Mais inacreditável ainda é que o rigoroso apóstolo mostra-se extremamente longânimo diante de tamanho absurdo: “Isso não tem importância. O que importa é que Cristo está sendo anunciado, seja por maus ou por bons motivos. Por isso estou alegre e vou continuar assim” (Fp 1.8, NTLH).
Esta passagem bíblica, que merece todo respeito, parece proibir o que Ultimato está fazendo na matéria de capa desta edição. Já que à porta de cada catedral, templo ou sala alugada da IURD anuncia-se a Cristo por meio da expressão “Jesus Cristo é o Senhor”, retirada da mesma Epístola de Paulo aos Filipenses (2.11), a revista não deveria criticar Edir Macedo nem qualquer outro pregador da teologia da prosperidade.
Não é bem assim. Paulo não ficaria quieto nem manso diante do “evangelho da saúde e da prosperidade” (um dos nomes da teologia da prosperidade). O que estava em jogo no caso mencionado por Paulo é a falta de intenção pura da parte daqueles evangelistas que pregavam a Cristo por interesse pessoal. O que está em jogo no caso dos pregadores da teologia da prosperidade é que eles pregam um evangelho diferente daquele que os primeiros cristãos ouviram e aceitaram. Nesse terreno, Paulo é indobrável: “Se alguém, mesmo que sejamos nós ou um anjo do céu, anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que temos anunciado, que seja amaldiçoado!” (Gl 1.8).
Os evangélicos e a mania de orar no monte!
O dicionário Aurélio define superstição como um sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice; apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa".
Pois é, infelizmente alguns dos nossos irmãos em Cristo tem vivenciado uma fé absolutamente sincrética. Ao contrário do que deveria ser, inúmeros cristãos mostram-se extremamente superticiosos. Em nosso meio existem aqueles que deixam a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizam a expressão "Tá amarrado" para superar satanás; abrem a Bíblia aleatoriamente para receber uma orientação de Deus; utilizam elementos como galho de arruda, sal grosso e copo d'água ungida dentro de casa, além de subirem a montes acreditando que por orarem lá, Deus se manifestará de forma especial.
Tais pessoas movidas por um misticismo esquizofrênico vêem gravetos brilharem, anjos reluzentes, além de enxergarem no mato manifestações sobrenaturais de Deus.
Caro leitor, não precisamos subir a montes para falar com Deus nem tampouco para sentir sua santa presença. Em Cristo podemos orar e nos relacionarmos com o Pai no quarto, na rua, na igreja, na praia ou em qualquer outro lugar. O monte não é um lugar santo, nem tampouco um local escolhido por Deus para falar ao coração do povo. Afirmar que o Espírito de Deus age de forma especial em montes e montanhas significa desconhecer as verdades bíblicas.
Isto posto afirmo que cristãos supersticiosos estão fadados a uma vida cheia de neuroses e frustrações. Junta-se a isso o fato de que o cristão ao comportar-se deste forma aponta para uma absurda contradição, até porque as raízes históricas e teológicas do protestantismo sempre foram contra toda e qualquer manifestação supersticiosa.
Nossa fé não se fundamenta em superstições ou achismos, mas sim na infalível Palavra de Deus. O evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos ou impressões estereotipadas do que seja servir a Cristo.
Nesta perspectiva afirmo sem titubeios que não existe lugares especiais onde Deus possa falar com o crente. Do ponto de vista bíblico, em qualquer lugar podemos orar e buscar ao Senhor.
A Ele toda a glória!
Pois é, infelizmente alguns dos nossos irmãos em Cristo tem vivenciado uma fé absolutamente sincrética. Ao contrário do que deveria ser, inúmeros cristãos mostram-se extremamente superticiosos. Em nosso meio existem aqueles que deixam a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizam a expressão "Tá amarrado" para superar satanás; abrem a Bíblia aleatoriamente para receber uma orientação de Deus; utilizam elementos como galho de arruda, sal grosso e copo d'água ungida dentro de casa, além de subirem a montes acreditando que por orarem lá, Deus se manifestará de forma especial.
Tais pessoas movidas por um misticismo esquizofrênico vêem gravetos brilharem, anjos reluzentes, além de enxergarem no mato manifestações sobrenaturais de Deus.
Caro leitor, não precisamos subir a montes para falar com Deus nem tampouco para sentir sua santa presença. Em Cristo podemos orar e nos relacionarmos com o Pai no quarto, na rua, na igreja, na praia ou em qualquer outro lugar. O monte não é um lugar santo, nem tampouco um local escolhido por Deus para falar ao coração do povo. Afirmar que o Espírito de Deus age de forma especial em montes e montanhas significa desconhecer as verdades bíblicas.
Isto posto afirmo que cristãos supersticiosos estão fadados a uma vida cheia de neuroses e frustrações. Junta-se a isso o fato de que o cristão ao comportar-se deste forma aponta para uma absurda contradição, até porque as raízes históricas e teológicas do protestantismo sempre foram contra toda e qualquer manifestação supersticiosa.
Nossa fé não se fundamenta em superstições ou achismos, mas sim na infalível Palavra de Deus. O evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos ou impressões estereotipadas do que seja servir a Cristo.
Nesta perspectiva afirmo sem titubeios que não existe lugares especiais onde Deus possa falar com o crente. Do ponto de vista bíblico, em qualquer lugar podemos orar e buscar ao Senhor.
A Ele toda a glória!
Medo
O medo é um dos ingredientes mais fortes da religião. Uma pessoa com medo é uma pessoa sensível, vulnerável, capaz de realizar práticas absurdas em busca de alívio e os líderes religiosos espertos como as serpentes perceberam isso a muito tempo.
Falamos da Graça de Jesus, mas o Deus punitivo sempre aparece em nosso roteiro, o medo nos acompanha desde a classe “cordeirinhos de Cristo”, quem não cantou:
Cuidado, olhinho, com o que vê! / Cuidado, olhinho, com o que vê! / O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, olhinho, com o que vê! Cuidado, boquinha, com o que fala! / Cuidado, boquinha, com o que fala! /O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, boquinha, com o que fala! Cuidado, mãozinha, no que pega! / Cuidado, mãozinha, no que pega! /O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, mãozinha, no que pega! Cuidado, olho, boca, mão e pé! / Cuidado, olho, boca, mão e pé! / O Salvador do céu está olhando pra você.
Imagine uma criança desenhando em seu coraçãozinho esse Deus? Depois não sabemos porque tantos cristãos tem medo de Deus e porque os adolescentes ligam Deus automaticamente a palavra NÃO…
As pregações motivam a viver longe do pecado por causa do grande olho divino e não pela beleza de viver em busca de valores integros e éticos.
Que pena, poderíamos gerar pessoas bonitas, mas por enquanto são apenas medrosas.
Que pena, poderíamos gerar homens e mulheres que vivessem com o coração em Deus, cientes de seu amor impulsionados a mudar realidades, mas o que temos são pessoas tristes fazendo campanhas para alcançar benefícios. Que pena.
Falamos da Graça de Jesus, mas o Deus punitivo sempre aparece em nosso roteiro, o medo nos acompanha desde a classe “cordeirinhos de Cristo”, quem não cantou:
Cuidado, olhinho, com o que vê! / Cuidado, olhinho, com o que vê! / O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, olhinho, com o que vê! Cuidado, boquinha, com o que fala! / Cuidado, boquinha, com o que fala! /O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, boquinha, com o que fala! Cuidado, mãozinha, no que pega! / Cuidado, mãozinha, no que pega! /O Salvador do céu está olhando pra você. / Cuidado, mãozinha, no que pega! Cuidado, olho, boca, mão e pé! / Cuidado, olho, boca, mão e pé! / O Salvador do céu está olhando pra você.
Imagine uma criança desenhando em seu coraçãozinho esse Deus? Depois não sabemos porque tantos cristãos tem medo de Deus e porque os adolescentes ligam Deus automaticamente a palavra NÃO…
As pregações motivam a viver longe do pecado por causa do grande olho divino e não pela beleza de viver em busca de valores integros e éticos.
Que pena, poderíamos gerar pessoas bonitas, mas por enquanto são apenas medrosas.
Que pena, poderíamos gerar homens e mulheres que vivessem com o coração em Deus, cientes de seu amor impulsionados a mudar realidades, mas o que temos são pessoas tristes fazendo campanhas para alcançar benefícios. Que pena.
Como alguns evangélicos enxergam a Bíblia
Estava vendo mais uma daquelas infindáveis discussões sobre programas de TV em que alguém demoniza qualquer programa que não seja "gospel", achando-se, por isso, mais santo que os outros, que estariam sob "influência satânica" por gostarem de ver uma comédia decente (você já deve ter visto debates assim com o assunto música). Todavia, a Bíblia é clara quanto à necessidade de saber discernir cada coisa e escolher bem.
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma." 1 Coríntios 10.23
Tem uma passagem na Bíblia que diz:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco." Filipenses 4:8,9
Alguns evangélicos (outros religiosos também, mas não neguemos nossa "pole position" nisso!), entretanto, no afã por viver uma santidade artificialmente projetada, limitada aos ensinos de seu gueto ou mesmo às suas próprias opiniões, alheios a qualquer forma de arte, pensamento ou obra por melhor que seja, talvez enxerguem a mesma passagem como proibitiva de toda e qualquer influência externa, mais ou menos assim:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, se há alguma GOSPELEZA, e se há algo de GOSPEL, nisso pensai." Ungidenses 4:8
Parece que fora da vida na bolha gospel não há salvação.
Eu me pergunto se esse povo estuda matérias não religiosas, conversa com outras pessoas sobre assuntos normais da vida, lê livros não espirituais, revistas, partituras, rótulos de produtos, bulas de remédios, blogs e jornais, consulta calendários e dicionários, entra em lugares que não sejam templos, toma refrigerante, confecciona listas de compra, canta "Parabéns a Você" em festas de aniversário e joga UNO... (Mas eu não me pergunto se entra no Orkut porque eu já vejo: o Orkut é de Deus, principalmente se for para espalhar boatos contra candidatos a cargos políticos.)
Esse pensamento exclusivista de que tudo que não é "gospel" é mau representa um injusto e leviano julgamento do que é alheio, considerando-o automaticamente nocivo e sem proveito, e isentando-nos da necessidade de sermos criteriosos e maduros, sabendo avaliar todas as coisas e reter o que é bom ao mesmo tempo que influenciamos para que as coisas glorifiquem a Deus e tornem o mundo melhor do que o encontramos.
É como se simplesmente ter prazer em coisas "não-gospel" fosse demoníaco, pecaminoso, não edificante e rendesse milhas aéreas para uma passagem compulsória de primeira classe para o inferno. E como se alguma coisa tivesse que ser chata ou pelo menos não divertida - e ainda por cima "gospel" - para ser automaticamente boa e edificante... (veja Romanos 14.1-17)
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma." 1 Coríntios 10.23
Tem uma passagem na Bíblia que diz:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco." Filipenses 4:8,9
Alguns evangélicos (outros religiosos também, mas não neguemos nossa "pole position" nisso!), entretanto, no afã por viver uma santidade artificialmente projetada, limitada aos ensinos de seu gueto ou mesmo às suas próprias opiniões, alheios a qualquer forma de arte, pensamento ou obra por melhor que seja, talvez enxerguem a mesma passagem como proibitiva de toda e qualquer influência externa, mais ou menos assim:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, se há alguma GOSPELEZA, e se há algo de GOSPEL, nisso pensai." Ungidenses 4:8
Parece que fora da vida na bolha gospel não há salvação.
Eu me pergunto se esse povo estuda matérias não religiosas, conversa com outras pessoas sobre assuntos normais da vida, lê livros não espirituais, revistas, partituras, rótulos de produtos, bulas de remédios, blogs e jornais, consulta calendários e dicionários, entra em lugares que não sejam templos, toma refrigerante, confecciona listas de compra, canta "Parabéns a Você" em festas de aniversário e joga UNO... (Mas eu não me pergunto se entra no Orkut porque eu já vejo: o Orkut é de Deus, principalmente se for para espalhar boatos contra candidatos a cargos políticos.)
Esse pensamento exclusivista de que tudo que não é "gospel" é mau representa um injusto e leviano julgamento do que é alheio, considerando-o automaticamente nocivo e sem proveito, e isentando-nos da necessidade de sermos criteriosos e maduros, sabendo avaliar todas as coisas e reter o que é bom ao mesmo tempo que influenciamos para que as coisas glorifiquem a Deus e tornem o mundo melhor do que o encontramos.
É como se simplesmente ter prazer em coisas "não-gospel" fosse demoníaco, pecaminoso, não edificante e rendesse milhas aéreas para uma passagem compulsória de primeira classe para o inferno. E como se alguma coisa tivesse que ser chata ou pelo menos não divertida - e ainda por cima "gospel" - para ser automaticamente boa e edificante... (veja Romanos 14.1-17)
Aborto já!
Nunca o aborto, ou melhor, o discurso contrário a ele, esteve tão em alta no Brasil. No jogo do voto, vale tudo para cativar seguidores, até mesmo a mudança descarada de discurso, com direito a carinha de santo e postura religiosa patética. O cenário que ora se desenha no país me faz lembrar o nefasto jogo do vale-tudo-por-dinheiro que temos visto e ouvido por aí no dito mundo cristão. Vale mudar o discurso, a postura e até mesmo rasgar o currículo, desde que isso garanta mais e mais seguidores e, claro, muita “gaita” no bolso.
Diante do tema do momento, resolvi propor a campanha “Aborto Já”. É claro que o título é uma forma apelativa e sensacionalista de garantir a atenção dos leitores, principalmente os preocupados com os “zilhões” de bebês que podem ter suas vidas abreviadas por um procedimento abortivo. Vale frisar que se trata tão somente de um joguete verbal para falar de um “aborto” que se faz necessário, pela sobrevivência da noiva imaculada de Cristo.
Ante à gestação do monstro da prosperidade - estou falando de money, business - que cresce no útero de muitas igrejas, “Aborto Já”. Por uma limpeza espiritual que leve ao resgate do evangelho puro e simples; por uma geração liberta de falsos profetas da barganha, “Aborto Já”. Pela formação de cristãos alicerçados na Palavra e não caçadores de bênçãos, “Aborto Já”. Por uma igreja atuante na área social, na formação de cidadãos decentes, éticos, conscientes, e preocupada com o próximo e não com os próprios interesses, “Aborto Já”. Contra invencionices “bíblicas” e metas absurdas, como as que têm transformado igrejas em organizações, “Aborto Já”.
Versículo da semana !!!
"Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra:
os profetas profetizam falsamente,
e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles;
e é o que deseja o meu povo." (Jr 5.30-31)
Manifesto evangélico ou manifesto de "alguns" evangélicos?
Alguns pastores que votam em Dilma Rousseff assinaram um manifesto em apoio à candidata petista.Até aí tudo bem, pois estamos em uma democracia e as pessoas votam em quem desejam. Mas qual é o grande problema do manifesto? O texto começa dizendo:
Nós, evangélicos e evangélicas, brasileiros, eleitores e cidadãos comprometidos com a verdade e a justiça, manifestamos profeticamente as nossas rejeições e defesas diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral.
Ora, quem deu o direito a esses pastores de falarem em meu nome e no seu nome. Ora, sou evangélico e não me sinto representando pelo pensamento desse manifesto. Ninguém pode falar “em nome dos evangélicos”. Portanto, é vergonhoso o título “Manifesto Evangélico”.
E o manifesto ainda insinua que Dilma Rousseff é vítima de boatos. Ora, tirando aquele boato de que ela teria falado que “nem Cristo tira minha vitória”, todo o resto é verdade. Falar que a posição pró-aborto é “mentira de internet” simplesmente brinca com a inteligência das pessoas que já acompanharam as entrevistas da ex-ministra. Por que ela não assume o que pensa? Seria mais digno.
O manifesto defende o “fortalecimento do Estado laico”. Ora, os evangélicos que são contra o petismo e seus métodos por acaso sonham com uma teocracia cristã-evangélica? Que acusação mais ridícula. Eu sempre falei: O Estado deve ser laico, nunca religioso, nem secular. Deve respeitar todas as religiões e os não religiosos. Não deve privar a fé de manifestação pública e nem impor um credo para a nação. O Estado laico conversa com ateus e cristãos, não exclui ninguém. Mas pelo jeito tem evangélico que sonha com um Estado onde a fé é jogada fora da arena pública.
Deixo aqui meu protesto.
Nós, evangélicos e evangélicas, brasileiros, eleitores e cidadãos comprometidos com a verdade e a justiça, manifestamos profeticamente as nossas rejeições e defesas diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral.
Ora, quem deu o direito a esses pastores de falarem em meu nome e no seu nome. Ora, sou evangélico e não me sinto representando pelo pensamento desse manifesto. Ninguém pode falar “em nome dos evangélicos”. Portanto, é vergonhoso o título “Manifesto Evangélico”.
E o manifesto ainda insinua que Dilma Rousseff é vítima de boatos. Ora, tirando aquele boato de que ela teria falado que “nem Cristo tira minha vitória”, todo o resto é verdade. Falar que a posição pró-aborto é “mentira de internet” simplesmente brinca com a inteligência das pessoas que já acompanharam as entrevistas da ex-ministra. Por que ela não assume o que pensa? Seria mais digno.
O manifesto defende o “fortalecimento do Estado laico”. Ora, os evangélicos que são contra o petismo e seus métodos por acaso sonham com uma teocracia cristã-evangélica? Que acusação mais ridícula. Eu sempre falei: O Estado deve ser laico, nunca religioso, nem secular. Deve respeitar todas as religiões e os não religiosos. Não deve privar a fé de manifestação pública e nem impor um credo para a nação. O Estado laico conversa com ateus e cristãos, não exclui ninguém. Mas pelo jeito tem evangélico que sonha com um Estado onde a fé é jogada fora da arena pública.
Deixo aqui meu protesto.
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